As trocas de presentes nas brincadeiras de amigo secreto no fim de ano deixam os sex shops de Londrina com expectativa de elevar as vendas em até 40% sobre o mesmo período de 2011. O Natal é a segunda data comemorativa mais rentável para o setor, atrás apenas do Dia dos Namorados, o que deixa os lojistas confiantes em bater as vendas do ano passado.
Com 12 mil itens catalogados e 80 lançamentos nacionais em 2011, os comerciantes contam com a "quebra do tabu" sobre o sexo para alavancar as vendas. Os preços também diminuem cada vez mais. Um em cada dez clientes gasta menos de R$ 20 em sex shops e mais cinco pagam de R$ 21 a R$ 50, segundo números da Associação Brasileira de Mercado Erótico (Abeme). "É um comércio que tem evoluído. Aumentou a concorrência, o valor do dólar facilita a importação e os produtos estão bem mais acessíveis a todos", diz a proprietária do Sex Shop Luxúria, Cristiane Angélica Foleis.
Após quatro anos desde que abriu a loja na região central, Cristiane estima em 10% o aumento das vendas no fim deste ano em relação ao Natal de 2011. A comerciante conta há três anos com um ponto de venda pela internet para os mais acanhados, apesar de considerar que o consumidor tem perdido a timidez. "As pessoas veem na novela, no cinema, quando teremos o lançamento do filme ‘De pernas pro ar 2’ (previsto para o fim deste mês), então quebra o tabu e todos procuram mais os sex shops."
Perto de abrir uma filial em Londrina em 2013, o sócio-proprietário da Erotic Play William Vitti afirma que as vendas crescem 20% ao ano desde 2010. Ele já dobrou o espaço físico da loja em 2008 e espera lucrar 40% a mais no fim deste ano em relação a 2011. "Estamos nos preparando há meses, adquirindo lançamentos e buscando parcerias com distribuidores, para não deixar faltar mercadorias em um período tão importante para o comércio como um todo."
Para o período, Vitti contratou mais uma vendedora para a loja, para ajudar as duas funcionárias que mantém no local, na região Central de Londrina. Assim como Cristiane, ele criou uma loja virtual para consumidores mais reservados.
Proprietário da Afrodite Mercado Erótico, Cláudio Marcelo Lisse já prepara manequins fantasiados para entrar no clima de Natal. Ele abriu a loja no meio do ano e não tem como estimar um aumento de vendas, mas diz que entrou no ramo aconselhado por parentes, que também trabalham com sex shops. "A procura por presentes é boa, porque não existe só o atrativo do sexo. Temos bastante clientes que vêm atrás de algo para dar no amigo secreto."
Números gerais
O mercado sensual cresceu 18,5% no ano passado em relação a 2010. Apesar da maior rentabilidade, a maior oferta de produtos reduziu a margem de lucro máxima, que já foi de 500% em 1999, para os atuais 95%, conforme a Abeme. Disponibilidade que também cresce com mais de 10 mil pontos de venda e 85 mil consultores domiciliares no País.
As mulheres representam 68% dos consumidores e 84% dos clientes do mercado erótico são casados, em união estável ou namoram. "As pessoas estão cada vez mais preocupadas com o seu prazer e o do parceiro e é aí que entramos, para ajudá-los nessa missão", diz Vitti.

Imagem ilustrativa da imagem Donos de sex shops esperam vender até 40% mais no Natal
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