O término do prazo de 30 dias determinado pela Justiça para a reintegração de posse de seis terrenos da Prefeitura de Londrina onde estão instalados postos da Petrobras é amanhã. Entretanto, alguns proprietários entrevistados pela FOLHA na manhã de ontem ainda têm um fio de esperança de permanecer trabalhando no local. Na sexta-feira, o primeiro terreno - próximo ao aeroporto - foi devolvido ao Município após o vencimento em julho da concessão de 20 anos com a petrolífera.
A maior expectativa são dos donos dos estabelecimentos localizados na Avenida 10 de Dezembro e na Avenida Winston Churchill, já que o prefeito Barbosa Neto (PDT) encaminhou um projeto de lei para a Câmara para autorizar a licitação para novos postos nestes três terrenos. Os empresários vão tentar até amanhã, através de seus advogados, alguma ação que permita a eles permanecerem no local até a abertura da licitação, para que se talvez a Petrobras vencer, eles continuem trabalhando nos mesmos terrenos.
Um dos proprietários de um posto localizado na Avenida 10 de Dezembro, que preferiu não se identificar, disse que a administração pública tem vigor para retirar os empresários, mas não tem o mesmo fôlego para a reutilização do prédio. ''Tenho 16 funcionários e se fechar hoje vou ficar inadimplente. Como vou pagar a rescisão contratual destes funcionários? Será que o prefeito Barbosa Neto vai arrumar emprego para eles?'', questionou. ''Alguns deles estão pensando até em fazer um protesto na frente da Prefeitura caso os postos fechem''.
O empresário comentou ainda que seu advogado está em ação até amanhã para que pelo menos ele possa trabalhar no local até a abertura da licitação. ''Ainda tenho esperança, mas caso meu advogado não consiga não vou forçar a permanência''.
Em outro posto localizado na 10 de Dezembro, de acordo com o filho do proprietário, o advogado vai pelo mesmo caminho. Ele disse que a família fez um investimento alto no local há dois anos para evitar que o estabelecimento fosse lacrado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Ele relatou que todos estão meio perdidos no local. ''Começamos a tirar alguns produtos na sexta-feira, mas nosso advogado disse para aguardarmos. Na verdade não sabemos o que fazer, temos a esperança de permanecer abertos até a licitação. O que não nos conformamos é ver todo nosso investimento ficar apodrecendo aqui''.
Os donos dos postos localizados na Avenidas Leste-Oeste e Winston Churchill não foram localizados pela reportagem. Vale lembrar que além da licitação em três terrenos, os outros já têm destino assegurado: um será repassado para a Infraero e o outro cedido à Polícia Militar.

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