Donos de postos são presos por fraude
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Uma operação de rotina do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) em postos de combustíveis de Londrina resultou na prisão de dois donos de estabelecimentos por crime contra a ordem econômica. Ambos foram encaminhados para o 1º Distrito Policial e liberados após pagamento de fiança de R$ 5 mil cada. A dupla - que não teve o nome divulgado pela Polícia - será processada e pode ser condenada a uma pena de um a cinco anos de detenção.
A irregularidade constatada pelos policiais consistia na compra e venda de combustível entre os postos, o que caracteriza violação da cadeia de distribuição. A comercialização entre estabelecimentos é proibida e só pode ser feita diretamente com as distribuidoras autorizadas. O flagrante ocorreu na manhã de ontem, quando os empresários usavam uma caminhonete Montana, com um tanque na caçamba, para descarregar o álcool em um dos postos.
De acordo com o delegado do Cope Francisco Caricati, os empresários alegaram que o combustível havia sido trazido de uma usina, o que resultou em autuação por parte da Receita Estadual. Como o produto ficou no posto, um dos proprietários teria começado a vender para outros postos. O flagrante ocorreu quando era feito o descarregamento em outro estabelecimento. ''Disseram que foi um caso esporádico, que não era uma prática comum'', afirmou.
As fiscalizações em todo o Estado estão sendo motivadas por denúncias. Em Londrina, 20 estabelecimentos foram fiscalizados e não foram encontrados problemas, nem quanto à quantidade nem quanto à qualidade do combustível - exceto o flagrante que resultou na prisão dos dois empresários. O número de postos fiscalizados é proporcional ao tamanho do mercado.
O balanço da operação, segundo o delegado Caricati, é positivo. Ele afirma que o Paraná é um dos estados com menores índices de adulteração, que não passa de 1%. A reportagem tentou conversar com os empresários, mas eles deixaram a delegacia pela porta dos fundos para evitar contato com a imprensa.


