Donos de postos são liberados da prisão
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quinta-feira, 28 de outubro de 2004
Vera Barão<br>Reportagem Local 
Os sete empresários do setor de combustíveis que estavam presos na Casa de Custódia de Londrina (CCL) desde o último dia 19 foram colocados em liberdade ontem, no final da tarde, em razão de ter vencido a prorrogação da prisão temporária. Durante 9 dias, eles permaneceram em duas celas especiais. Quatro deles já foram denunciados por formação de quadrilha pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) que investiga também possível envolvimento dos empresários em sonegação fiscal, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.
Foram soltos, por volta das 18 horas, Luís Bolognesi, Maxwell Pavesi, Sérgio Góes Oliveira, Fábio Ribeiro da Fonseca, Carlos Roberto Kobayashi, Luciano Monteiro Breda e Nilton Rodrigues da Silva. Eles se negaram a falar com a imprensa. Os quatro denunciados por formação de quadrilha com características de crime organizado são Bolognesi, Pavesi, Goes e Fonseca.
O promotor Leonir Batisti, da PIC, não quis confirmar se solicitou a prisão preventiva dos suspeitos. Mesmo que a Justiça decretasse a prisão preventiva, eles não poderiam ser detidos por causa da lei eleitoral que proíbe as prisões cinco dias antes das eleições e dois dias após o pleito. Porém, continua valendo o pedido de prisão temporária contra o empresário Ciro Renato Santana Araújo, proprietário da Distribuidora de Álcool Camacuã, com sede em Guarapuava. Ele é considerado foragido da Justiça.
A comprovoação dos crimes de sonegação fiscal está dependendo de documentos e levantamentos da Receita Estadual. ''Tudo indica que os empresários se reuniram com o intuito de praticar os crimes contra a ordem tributária'', afirmou Batisti. Dados repassados pela Receita Estadual ao promotor apontam que no período de seis meses a Camacuã, que está sob regime especial do Estado, comprou 35 milhões de litros de álcool, dos quais deveria recolher mais de R$ 6 milhões de ICMS. Porém, só recolheu R$ 2,2 milhões.
Processo Depois do pedido de afastamento do caso do juiz da 1 Vara Criminal, João Luiz Clève Machado, no início desta semana, agora foi a vez da juíza da 4 Vara Criminal, Carla Pedalino, também solicitar o afastamento do processo. Ela teria justificado a decisão alegando questões de foro íntimo. Clève Machado, que deferiu os pedidos de prisões temporárias dos empresários, alegou acúmulo de trabalho no Tribunal do Júri, além de conhecer alguns dos envolvidos. As informações ontem davam conta que o juiz substituto, Delcio Miranda da Rosa, deve assumir o processo.


