O diretor do Sindicombustíveis-Pr, Valter Sasso, e o presidente da Arcom, Ariovaldo Ferraz Arruda, prestaram ontem depoimento no Ministério Público Federal sobre a suspeita de cartelização do setor em Londrina.
Sasso preferiu não se pronunciar sobre as denúncias de que empresários que querem vender abaixo da média de preços praticada na cidade estariam sendo pressionados por outros donos de postos, segundo o procurador da República, Mário Ferreira Leite. Já Ariovaldo Arruda negou a existência de pressão no setor em Londrina. ''Ele disse que não há pressão alguma'', afirmou o procurador.
Sasso e Arruda, que são proprietários de postos, não quiseram assinar o termo de ajustamento de conduta proposto pelo Ministério Público Federal, que limita as margens de lucro entre R$ 0,12 e R$ 0,18. Nesta semana, o procurador ouvirá ainda o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, e o proprietário da rede de postos 15, Luiz Bolognesi. Um dos postos de Bolognesi sofreu um atentado na madrugada de sábado. Três tiros foram disparados contra o estabelecimento.
O procurador disse que também entrará em contato com o Ministério Público Estadual para ter acesso às provas de um inquérito concluído pela Polícia neste ano. (Cláudia Lopes, de Londrina)

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