Donos de postos em Maringá dizem que vão recorrer
Donos de postos
em Maringá dizem
que vão recorrer
Marcos NegriniÀ MODA ANTIGAPosto em Maringá que operava com self servicetem bomba lacrada por determinação do Ministério do Trabalho. O estabelecimento terá que admitir frentista para prestar o serviço aos consumidoresPor determinação do Ministério do Trabalho, dois postos de combustíveis de Maringá que tinham implantado o sistema de auto-atendimento tiveram as bombas lacradas ontem. O lacre foi determinado porque o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais do Estado do Paraná violou a cláusula 35ª do acordo coletivo firmado em março, que proibia a implantação do sistema até fevereiro de 2000.
Dos cinco postos que estavam funcionando com self-service em Maringá, três não tiveram as bombas lacradas porque voltaram a operar pelo sistema convencional no momento da vistoria dos fiscais do Ministério do Trabalho. Os donos dos postos ainda não tinham demitido os funcionários e se comprometeram a colocá-los para operar as bombas.
De acordo com o subdelegado do Ministério do Trabalho de Maringá, Ailton Carlos Schiavone, a maioria dos postos que implantou o self-service também não tem a comprovação de treinamento para os monitores quanto à orientação aos consumidores dos riscos do abastecimento.
Segundo ele, o empresário que voltar a operar pelo sistema self-service sem autorização da Justiça vai pagar uma multa de R$ 500,00 ao dia por bomba em funcionamento. O proprietário do Posto Corcovado, Antonio Carlos de Mayo, disse que vai recorrer da decisão na Justiça. Meu advogado vai tomar todas as medidas legais cabíveis para voltarmos a trabalhar, disse. Irritado com o lacre das bombas, Mayo afirmou que desconhecia a cláusula do acordo coletivo. Este é um posto sério, por isso não posso concordar com esta medida. Tem muitos postos que sonegam impostos e vendem combustíveis adulterados e contra eles o sindicato não faz nada. O Posto Maluf também teve bombas lacradas. No Posto Paraná, a gerente Isabel Romero garantiu que iria retomar o atendimento pelo sistema convencional. (Lucinéia Parra)





