Donos de postos continuam foragidos
Os sete donos e gerentes de postos de Londrina com pedidos de prisão decretada continuam foragidos. São eles: Nilo Joji Morishita (Posto 12), Sandro Vicente Zanchet (Posto Nova Higienópolis), Marcos Antonio Suriam (Posto Itália), Reginaldo Monteiro (Posto 7), Maxuell Pavesi (Rede Petromax), Ismael Anselmo (Posto 10 de Dezembro) e Luiz Jorge Bolognesi (Posto 15).
Ontem à tarde, o Ministério Público recebeu uma denúncia anônima, por telefone, dizendo que os empresários estariam reunidos na sede do Sindicombustíveis em Londrina. ''Chamamos os policiais e fomos até lá, mas não encontramos ninguém'', afirmou o promotor Miguel Sogaiar, um dos responsáveis pelo oferecimento das denúncias contra os réus.
Segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Gilson Garrett Algauer, os mandados foram espalhados entre os policiais da cidade. ''Todos estão à procura dos réus'', afirmou.
Até o final da tarde de ontem, os pedidos de habeas corpus dos réus não tinham sido julgados pelo Tribunal de Justiça do Paraná. O advogado dos acusados, Sérvio Borges, foi ontem para Curitiba a fim de requerer oficialmente os habeas corpus de seus clientes.
Anteontem, o advogado Sérvio Borges havia pedido a suspeição dos promotores Roberto Tonon Júnior e Miguel Sogair à juíza Oneide Negrão, alegando ''quebra de sigilo do processo'' por parte da promotoria. Ontem, a juíza repassou o pedido ao Ministério Público. ''Essa é uma decisão dos promotores. Eles é que têm que se manifestar.''
No final da tarde de ontem, o promotor Miguel Sogair disse que ainda não havia recebido o pedido de suspeição. ''Ainda não chegou nada em meu gabinete'', afirmou. ''Mas eu só cumpri o meu ofício.''
Apesar do advogado Sérvio Borges ter afirmado que entrou com representação contra os promotores na Procuradoria Geral da Justiça, até às 17 horas de ontem não havia nenhum pedido contra os dois promotores na Corregedoria Geral do Ministério Público, onde são protocoladas as reclamações contra promotores.
O advogado Borges também prometeu que entraria hoje com pedido de suspeição da juíza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão, baseado em declarações que ela fez à imprensa anteontem. ''Eu não vejo motivo para deixar o processo'', antecipou a juíza à Folha. ''Eu apenas cumpri com o meu dever funcional. Além disso, falei com imprensa somente depois da apreciação dos pedidos. Agi dentro da ética e da lei'', afirmou. (C.L.)





