Curitiba - Proprietários de nove postos, dos 21 nos quais foram encontradas irregularidades em Curitiba e Região Metropolitana, foram ouvidos até o final da tarde de ontem. O delegado da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), Jairo Estorilio, disse que todos negaram a adulteração nas bombas. Na próxima semana, mais 12 prestarão depoimento.
Há cerca de duas semanas, uma reportagem em um programa de TV apontou supostas irregularidades em postos de combustíveis de Curitiba. Conforme a reportagem, o proprietário da Power Bombas, Cleber Salazar estaria comercializando dispositivo eletrônico que adulterava o fornecimento de combustível e lesava o consumidor.
De acordo com Estorilio, até o momento, não foi esclarecido nada em nenhum dos depoimentos. ''Todos os proprietários negaram ter conhecimento de qualquer esquema de adulteração nas bombas de combustível de seus postos. Nenhum soube explicar o fato de haver lacres rompidos nas bombas'', disse.
O delegado contou ainda que foram solicitados dois mandados de prisão temporária contra Antônio Guebur, sócio de Salazar na empresa Power Bombas e o técnico que trabalha com ele Altair de Lima, mas ambos foram negados pela Justiça. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa de Guebur, mas nada foi encontrado.
A prisão temporária de Salazar terminou na última quarta-feira, com impossibilidade de renovação. Como não há provas consistentes contra o suspeito, não houve como pedir o mandado de prisão preventiva contra ele. A polícia continua investigando provas documentais e analisando a contabilidade de todas as empresas envolvidas.
Estorilio acredita que quando for determinada a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal de Salazar e de Guebur, a medida poderá contribuir para as investigações. O pedido foi feito pelo Ministério Público no dia da prisão de Salazar, que ocorreu em 9 de janeiro.

mockup