Dorico da SilvaHobby monetárioGerhardt tem duas mil moedas em uma coleção iniciada há 21 anosCom cerca de duas mil moedas em sua coleção, o gerente de administração da agência centro do Banco do Brasil, Luiz Alberto Alvim Gerhardt, adotou o hobby de guardar moedas em 1977, ao herdar a coleção de seu avô. Dono de relíquias cunhadas na época da República, ele acredita que as novas moedas brasileiras serão mais difíceis de falsificar por causa da riqueza de detalhes na confecção.
Ele afirma, porém, que a falsificação de moedas não é frequente no País já que para ter lucro é necessário que se produza um grande volume de unidades. Mas Gerhardt lembra que em Londrina foi descoberta uma ‘‘fabriqueta’’ de moedas de cinquenta cruzeiros em 1967.
A nova família de moedas agradou ao colecionador. ‘‘Com tamanhos, espessuras e metais diferentes, as moedas ficaram mais atraentes do que as atuais’’, diz. Gerhardt acredita que as de R$ 0,05 e R$ 0,01 terão maior necessidade de reposição devido ao material utilizado, o cobre. ‘‘Algumas já estão oxidando. O contato com a mão faz com que escureçam’’, afirma.
Por ser funcionário do banco, o hobby de colecionar moedas acaba sendo mais fácil para Gerhardt, que mantém contato diário e tem acesso fácil ao produto. ‘‘Tenho moeda com defeito de confecção, cuja impressão foi feita em apenas um dos lados’’, conta. ‘‘Também possuo moedas comemorativas que não foram lançadas para o público, como a do centenário da abolição da escravatura, produzida em 1988 e que tem figuras de mãe, pai e filho escravos’’.
O fato das pessoas preferirem usar cédulas de papel prejudicou, ao logo do tempo, a cotação das moedas em dólar. ‘‘No Brasil, criou-se uma cultura em favor do papel’’, diz Gerhardt. ‘‘Para os colecionadores é mais difícil encontrar um livro de cotações de moeda do que um de cédulas de papel. Tenho moedas de um reis mas não sei quanto valem em dólar atualmente’’.
‘‘A emissão de moedas sai mais barato para a Casa da Moeda por termos grandes reservas de metais no País. Além da cédula de papel ter vida útil menor, o material utilizado é importado’’, diz Gerhardt. Em Londrina, existe um clube de colecionadores (numismáticos) cujos membros reúnem-se no Sesc e na feira dominical do Museu Histórico, no centro da cidade. (C.L.)

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