A Polícia Civil de Marialva (17 km de Maringá) abriu inquérito para investigar o atentado contra um dono de posto de combustível na cidade. Na última sexta-feira à noite, três homens encapuzados atiraram contra a camioneta do empresário Valmor Menegatti Junior. O posto do empresário é conhecido na região por praticar preços fora da tabela oficial da concorrência.
Segundo o empresário, desde que iniciou as atividades na cidade, há mais de dois anos, vem sofrendo ameaças de morte por telefone. ''Achei que nada iria acontecer porque as ameaças não passavam dos telefonemas'', disse.
Ele conta que na sexta-feira, por volta das 20h30, saiu de sua casa com a camioneta e quando entrou em uma rua vizinha, três homens o esperavam. Os homens estavam encapuzados e um deles armado com uma pistola automática. Quando o empresário deu a ré para tentar escapar percebeu que dois veículos impediam a sua passagem. Menegatti Junior afirma que foram disparados cerca de 20 tiros, sendo que três atingiram a camioneta. Menegatti Junior conta que para escapar da tocaia, chegou a avançar com a camioneta para cima dos três homens. O empresário disse que conseguiu sair e depois passou por um período de perseguição pelas ruas da cidade. ''No momento desta correria meu celular caiu e só quando parei em uma lanchonete movimentada da cidade é que consegui chamar a polícia'', relata.
Os homens fugiram utilizando três veículos, um Monza, um Del Rey e um Opala. Conforme o empresário, nos carros estavam pelo menos seis homens. Ele disse que agora está com medo e pretende mudar de ramo.
O empresário denuncia a existência de uma ''máfia'' de combustível e lamenta o fato de não ter gravado reuniões, das quais participou, ocorridas entre donos de postos, em Maringá. Menegatti Junior afirma que durante as reuniões surgiam ameaças para os donos que praticavam preços menores. ''Eles (outros proprietários de postos) queriam nos forçar a igualar os preços'', diz.
Segundo o delegado Nilton Leopoldino, o inquérito vai tratar o caso como tentativa de homicídio. Leopoldino acredita que será difícil identificar o grupo que atacou o empresário porque a gama de suspeitos é muito grande. ''Toda a concorrência passa agora a ser suspeita do atentado'', afirma.

mockup