Dono de posto se apresenta, passa mal e é internado
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2002
Benê Bianchi Reportagem Local 
Mais de três meses após ter a prisão preventiva decretada, o dono de posto Luiz Bolognese se apresentou ontem à juíza da 5º Vara Criminal, Oneide Negrão, e, do Fórum foi direto para o Hospital Evangélico, onde permanece internado com escolta policial. Segundo informações do advogado André Luiz Salvador, o empresário decidiu se apresentar à Justiça porque seu estado de saúde física e emocional estava bastante debilitado.
Bolognese passou mal durante o depoimento que prestava à juíza. Já sabíamos que ele precisaria de um médico, mas decidi levá-lo antes à presença da juíza para que as autoridades vissem como ele estava, disse o advogado. O cardiologista Icanor Ribeiro, médico que atende Bolognese há vários anos, foi chamado ao Fórum para os primeiros atendimentos e decidiu por seu encaminhamento ao hospital para uma avaliação mais cuidadosa do caso.
De acordo com o médico, Bolognese apresentava fortes dores na parte alta do abdômen e na parte baixa do tórax. Ele estava muito abatido, com sudorese fria. Diante dessa situação achei prudente interná-lo para a realização de exames.
O advogado André Salvador acredita que seu cliente permanecerá internado por, pelo menos, 72 horas. Até lá, ele aguarda que a juíza Oneide Negrão avalie o pedido de revogação da prisão do empresário. Ele tem os mesmos direitos dos demais donos de postos que se apresentaram e já estão em liberdade, avalia.
Caso o pedido não seja analisado até que Bolognese tenha alta hospitalar, o advogado pretende entrar com pedido de prisão domiciliar. Segundo ele, o estado de saúde de seu cliente não permite que ele permaneça nas condições insalubres de uma prisão.
No depoimento que prestou à juíza antes de ser internado, Bolognese foi breve nas respostas, conforme definiu o advogado. Ele negou ter participado de formação de cartel, negou que a Arcom (Associação dos Revendedores de Combustíveis) tenha sido formada com essa finalidade e também negou que tenha constrangido testemunhas. O advogado disse não saber onde seu cliente permaneceu durante os meses que esteve foragido da Justiça.
Com Bolognese, já são três os donos de postos que se apresentaram após ter a prisão preventiva decretada. Sandro Zanchet permaneceu preso por cerca de 15 dias, e Maxwell Pavesi, por 17 dias, antes de terem a prisão revogada. Continuam foragidos Reginaldo Monteiro, Nilo Morishita, Ismael Anselmo e Marcos Surian. O advogado Sérvio Borges anunciou, recentemente, que apresentaria seus clientes Nilo Morishita e Marcos Surian logo após o Carnaval. Até ontem, eles continuavam foragidos.


