O dono de posto Reginaldo Monteiro, que estava foragido desde novembro do ano passado, se apresentou ontem no final da tarde à juíza Oneide Negrão, prestou depoimento e foi encaminhado para o 2º Distrito Policial. Ele foi o quinto empresário a se apresentar, entre os sete que tiveram a prisão preventiva decretada sob acusação de cartel na formação dos preços dos combustíveis e constrangimento de testemunhas.
Ao final do depoimento, em que esteve acompanhado por seu advogado Mauro Viotto, Monteiro conversou rapidamente com a reportagem da Folha e negou a existência de cartel nos combustíveis em Londrina. Segundo ele, a acusação contra ele foi feita pelo dono de posto Ilson Gomes de Lima devido à uma dívida de R$ 3.095,24. ‘‘Fui ao posto dele cobrar a dívida, referente a uma compra de álcool. Houve uma discussão e só’’, garantiu Monteiro. Ele apresentou à juíza o cheque dado por Ilson Gomes de Lima para quitar a dívida e que estava sem fundos. A Folha tentou entrar em contanto com Ilson Gomes de Lima mas não conseguiu localizá-lo.
Mauro Viotto entra hoje com pedido de liberdade provisório para Monteiro.
Ontem, a juíza Oneide Negrão revogou a prisão do gerente de posto Nilo Morishita, que se apresentou à Justiça semana passada. Ele passou alguns dias na prisão e depois foi encaminhado ao Hospital Evangélico de Londrina, devido a problemas de saúde. Ele deixou o hospital ontem, retornou ao 2º DP, conforme informou seu advogado, Sérvio Borges, e no final da tarde iria para casa.
Com a apresentação de Reginaldo Monteiro, continuam foragidos Ismael Anselmo e Marcos Surian. Segundo Sérvio Borges, Suriam, que também é seu cliente, está para se apresentar a qualquer momento.

mockup