O empresário Maxwell Pavesi, proprietário da rede de postos Petromax, presta depoimento hoje, a partir das 8h30, à juíza substituta da 5ª Vara Criminal em Londrina, Carla Pedalino, e aos promotores criminais Walter Shinji Yuyuama e Thiago de Oliveira Girardi. Pavesi está preso no 2º Distrito Policial desde a última quarta-feira, quando foi surpreendido por policiais civis em uma chácara pertencente ao posto 15, estabelecimento de outro foragido da Justiça, Luiz Jorge Bolognesi. Ambos são acusados de formação de cartel e constrangimento ilegal ao lado de outros seis donos de postos. Cinco continuam foragidos da Justiça - Bolognesi, Reginaldo Monteiro, Nilo Morishita, Ismael Anselmo e Marcos Surian; enquanto Sandro Zanchet se entregou e já foi liberado. Todos tiveram prisão decretada no último 12 de novembro.
Ontem, a juíza substituta negou o pedido de prisão domiciliar para Pavesi efetuado na sexta-feira. Na semana passada, o empresário recebeu a visita dos promotores Girardi e Yuyuama, além do comandante interino do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Devaldir Geraldo Amadei.
Os promotores criminais preferiram não comentar a conversa com o empresário. Segundo Nolasco, a promotoria queria se informar sobre uma denúncia anônima que aponta a possível participação de três oficiais da PM na proteção ao dono de posto durante o período em que Pavesi permaneceu foragido. O major Amadei confirmou essa denúncia e assegurou que não há nada comprovado: ‘‘Conversei com Pavesi e ele me garantiu que o único oficial da PM que ele conhece é seu primo que mora em Jandaia do Sul’’.

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