O empresário Maxwell Pavesi, preso há 9 dias no 2º distrito policial de Londrina, negou ontem durante depoimento à juíza substituta da 5ª Vara Criminal, Carla Pedalino, e aos promotores Walter Shinji Yuyama e Thiago de Oliveira Girardi, a acusação de formação de cartel e constrangimento ilegal. Dono da rede de postos de combustível Petromax, Pavesi teve a prisão preventina decretada pela juíza Oneide Negrão e estava foragido, junto com outros cinco acusados, Luiz Jorge Bolognesi, Marcos Antonio Suriam, Reginaldo Monteiro, Ismael Anselmo, Nilo Joji Morishita e Sandro Zanchet desde o dia 12 de novembro do ano passado. Zanchet foi o único que se entregou espontaneamente, ficou preso e foi liberado.
Pavesi se recusou a falar com a imprensa e segundo o seu advogado, Paulo Nolasco, jamais houve em Londrina formação de cartel. ‘‘O que existe é dumping (venda de produto abaixo do preço real de custo) por parte das grandes distribuidoras’’. Nolasco colocou em questão os preços cobrados por alguns postos, que na opinião dele são artificiais. ‘‘Vocês acham que a gasolina custa mesmo R$ 1,31?’’, ironizou.
O advogado do empresário afirmou que seu cliente também está sendo injustamente acusado de constranger ilegalmente um proprietário de posto. ‘‘O que ele fez foi cobrar uma dívida.’’ De acordo com Nolasco, o suposto devedor teria armado uma situação contra Pavesi, gerando a denúncia de constrangimento ilegal.

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