O proprietário do Posto Tiradentes, Ivo Rocco, negou ontem que tenha sido obrigado por um grupo de donos de postos de Londrina a reverter a redução de preços dos combustíveis em seu estabelecimento na semana passada. Rocco foi ouvido ontem pelo delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Amaro, no inquério policial que investiga indícios de formação de cartel no setor de combustíveis e de coação de empresários contra concorrentes que cobram preços mais baixos.
O gerente do posto Gilson e o funcionário Paulo também prestaram depoimento ontem e, igualmente, negaram que tenha havido coação ou ‘‘qualquer tipo de ameaça contra os três’’. ‘‘Com os depoimentos, a denúncia de coação caiu por terra. Ficou mais difícil comprovar a formação de cartel’’, disse Amaro.
Em seu depoimento, o dono do posto Tiradentes afirmou que reduziu o preço da gasolina de R$ 1,79 para R$ 1,70 por vontade própria e que poucas horas depois mudou de idéia, fixando o preço em R$ 1,77. O álcool, cujo preço chegou a R$ 0,99, está sendo vendido no posto a R$ 1,07. Na próxima semana, o delegado ouvirá outras testemunhas.
Na próxima terça-feira, o Procon de Londrina lançará uma campanha de conscientização, em parceria com Receita Estadual e Receita Federal, para esclarecer a população sobre a importância de exigir nota fiscal dos postos de combustíveis na hora de abastecer o veículo. O lançamento será na sede do Procon, às 10 horas.(C.L.)

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