Curitiba - As blitze realizadas pela Promotoria de Investigação Criminal (PIC), Receita Estadual e Agência Nacional do Petróleo (ANP) em oito postos de combustíveis de Curitiba, ontem, não conseguiram flagrar nenhuma irregularidade. Mas uma operação isolada da PIC em outros nove postos acabou resultando na prisão de mais um proprietário de um estabelecimento do Bairro Pilarzinho. Ele estaria vendendo gasolina com teor de álcool 2% acima do permitido (25%).
  Nas vistorias feitas, anteontem, em outros oito postos de combustíveis, quatro deles foram fechados e cinco pessoas – quatro gerentes e um proprietário – foram presas em flagrante. Em um dos postos, os órgãos envolvidos na operação constataram violação de bandeira (quando o estabelecimento ostenta marca de grandes distribuidoras, mas vende combustível de empresas menores) e adulteração da gasolina. Em outros três postos, foi verificada apenas violação de bandeira. Dos cinco presos, dois eram do mesmo estabelecimento.
  O promotor da PIC, Paulo Lima, fez questão de destacar que as coletas de combustível seguiram critério legal e as amostras de gasolina serão encaminhadas para a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para nova análise. Até a confirmação dos exames, ele prefere não revelar o nome dos postos autuados. Os estabelecimentos ficam com as bombas lacradas, pelo menos, até o resultado final das análises, que devem ficar prontas em uma semana.
  Para o promotor, a operação de ontem teve impacto menor por conta da divulgação das blitze realizadas na quinta-feira. ‘‘Vamos fazer outras operações, mas mantendo o elemento surpresa’’, garantiu. O que mais chamou atenção nas vistorias desta semana, segundo ele, foi o nível de adulteração verificado. Em um dos postos, a gasolina tinha 77% de álcool.

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