O empresário Maxwell Pavesi, proprietário da rede de postos Petromax, foi preso ontem, por volta das 16 horas, em uma chácara próxima ao jardim Santa Fé, zona leste de Londrina. Pavesi estava foragido desde 12 de novembro de 2001 ao lado de outros seis donos de postos procurados pela Justiça. Eles tiveram prisão preventiva decretada pela juíza da 5ª Vara Criminal em Londrina, Oneide Negrão, por crime contra a ordem econômica (formação de cartel), cuja pena prevista é de dois a cinco anos de reclusão; e constrangimento ilegal, com pena de dois anos. Pavesi é um dos primeiros donos de postos do País a ser preso pela formação do cartel dos combustíveis.
Segundo o delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Vinícius Amaro, uma denúncia anônima realizada por meio do 147 por volta das 15h30 indicou a localização da chácara em que Pavesi permanecia foragido: ‘‘Também constatamos a presença de outro foragido, Luiz Jorge Bolognesi, proprietário do Posto 15’’. Os dois empresários tentaram fugir, mas somente Bolognesi conseguiu: ‘‘Quando o Pavesi percebeu que havíamos chegado ele tentou pular a cerca, mas logo foi capturado’’. Bolognesi conseguiu se esconder no matagal nos fundos da chácara e não foi encontrado pela Polícia.
Conforme a Folha apurou, R$ 20 mil estavam sendo guardados na chácara caso algum policial aparecesse. O delegado responsável pela prisão de Pavesi, Márcio Amaro, negou a informação, mas confirmou a presença de olheiros na propriedade: ‘‘Alguns informantes passaram sinais quando chegamos’’. Apesar de ter tentado fugir da Polícia, Pavesi alegou ao delegado que nos próximos dias iria se entregar: ‘‘Ou ele achou que a Polícia é muito ingênua e que nunca iria capturá-lo, ou estava pensando em se entregar mesmo’’, avaliou Amaro.
Ao chegar à 10ª Subdivisão Policial, Pavesi não conseguiu esconder o constrangimento. Pálido e nervoso, ele não conversou com a imprensa. Seu advogado, Paulo Nolasco, foi lacônico: ‘‘ele não vai falar porque não quer’’. Ao ser transferido para o 2º Distrito Policial, Pavesi manteve o olhar frio e a postura de não dar entrevistas.
Formado em direito pela Universidade Estadual de Londrina, o empresário iria inicialmente passar a noite na companhia de outros seis presos em uma cela especial, reservada aos que respondem por crimes relacionados à pensão alimentícia. Nolasco havia tentado inicialmente uma transferência para o 5º Batalhão da Polícia Militar, mas, no fim da tarde, obteve uma concessão para que seu cliente passasse a noite em um sala especial. Não será a mesma sala histórica em que o ex-prefeito Antônio Casemiro Belinati passou dez dias no ano passado: ‘‘Ele ficará em um sala especial, conforme determinação da Justiça’’, informou o delegado do 2º Distrito Policial, José Arnaldo Peron. A sala tem cerca de seis metros quadrados e não tem nenhum móvel.

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