Dono de posto de combustível é preso por uso indevido de bandeira
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Mariana Guerin/ Redação FolhaWeb 
Pelo menos um dono de um posto de combustíveis de Londrina foi preso na manhã de hoje (29) durante uma operação realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em parceria com o Ministério Público, Procon e Ipem (Instituto de Pesos e Medidas). Iniciada às 7h, a ação pretende verificar denúncias de irregularidades em postos da cidade.
Segundo o coordenador do Procon de Londrina, Carlos Neves Júnior, o proprietário foi preso pois o estabelecimento utilizava a bandeira de uma distribuidora sem pertender à rede. Além disso, o estabelecimento é acusado de praticar o crime de bomba baixa, quando o consumidor paga mais e recebe menos litros de combustível durante o abastecimento.
O comerciante foi levado para a sede do Gaeco, onde permanece preso e poderá pagar multa, já que foi lavrado um auto de infração pelo Procon. Ainda conforme Neves Júnior, outra prisão estaria prestes a ser concluída por volta das 10h30. Neste caso, o dono do posto de combustíveis foi autuado pelo crime de bomba baixa.
O coordenador não soube precisar quantos postos seriam investigados hoje, mas disse que a operação duraria até o final da tarde. Entre as irregularidades que serão apuradas estão o mau uso do estabelecimento, com a utilização de bandeira sem pertencer à rede distruidora, o que induz o consumidor ao erro, a falta de informações claras ao consumidor e a prática da bomba baixa.
Neves Júnior citou que para o crime de bomba baixa não cabe liberdade provisória. Já para o uso indevido de bandeira, o Gaeco pode arbitrar fiança.
Prática criminosa
As investigações tiveram início em 19 de abril, com a abertura de inquérito pelo Gaeco para investigar possíveis irregularidades nos preços dos combustíveis. Segundo dados do Procon, alguns postos da cidade elevaram os preços dos combustíveis sem justa causa, o que é considerado crime, pois os comerciantes precisam do respaldo da nota fiscal de compra para modificar o preço do combustível na bomba.


