O dono da construtora Iguaçu do Brasil, Carlos Alberto Campos de Oliveira, e mais dois funcionários da empresa foram transferidos ontem de Maringá para Londrina, onde permanece detido na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II). Além de Oliveira e de dois funcionários, estão presos em Londrina dois diretores da Iguaçu e um empregado de um cartório da região central de Londrina, a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Eles também são apontados como suspeitos de estelionato na venda de imóveis residenciais.
Três dos acusados estão detidos na PEL II, dois na Casa de Custódia e uma mulher no 3º Distrito Policial. Segundo o delegado do Gaeco, Alan Flore, a investigação tem prazo para ser entregue à Justiça até o dia 21 deste mês.
A construtora, que comercializava casas em pelo menos 12 empreendimentos na cidade, não tinha licença da prefeitura para loteamento. O dono da construtora, que também é ex-prefeito de Mandaguari, é suspeito de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Mais de 600 pessoas compraram casas e o prejuízo passa de R$ 60 milhões.
De acordo com informações do Portal Bonde, clientes lesados pela construtora preparam um protesto para o próximo dia 30, no centro de Londrina, partindo do cartório onde um funcionário foi preso, suspeito de colaborar com a quadrilha.

Funcionários
O secretário de finanças adjunto do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário (Sintracom), Antônio José Lima do Nascimento, afirmou que os mais de 70 funcionários da construtora que ficaram sem receber em função da prisão dos dirigentes da empresa já tiveram baixa na carteira de trabalho e receberam a documentação para recebimento do FGTS e do Seguro Desemprego.
Entretanto, dos mais de 70, só cerca de dez funcionários tinham Fundo de Garantia para receber. E mesmo para estes, o depósito do FGTS estava incompleto. "Tem funcionário que tinha quatro anos de empresa e recebeu apenas oito meses. Os mais velhos tinham (depósito) só até 2009", relata Nascimento. O Sintracom ainda busca na Justiça o salário do mês de março e o 13º dos funcionários, afirma Nascimento.

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