São Paulo – O novo dono da Transbrasil, o empresário goiano Dílson Prado da Fonseca, é réu em pelo menos cinco processos movidos em Goiânia, em tramitação no Tribunal de Justiça de Goiás. Em novembro de 1998, a GM Leasing S/A Arrendamento Mercantil pedia rescisão de um contrato por falta de pagamento. A empresa Accelerated Genetics do Brasil Ltda. iniciou em abril de 2000 uma ação de execução de dívida. Outro processo, aberto em outubro, diz respeito a reintegração de posse. Para o mercado, esses são indícios de que outros interesses podem estar por trás da negociação que envolveu a transferência do controle acionário da Transbrasil, pelo valor simbólico de R$ 1, em troca da administração de débitos superiores a R$ 1 bilhão.
Os planos de Fonseca, confirmados ontem em comunicado divulgado pela Transbrasil, incluem uma injeção de capital de R$ 20 milhões nos próximos dez dias, parte de um total de R$ 200 milhões a serem investidos nos próximos seis meses. A expectativa é retomar os vôos ainda em fevereiro.
Analistas de aviação no mercado financeiro reagiram com surpresa às notícias divulgadas pela Transbrasil. De acordo com os especialistas, o mercado desconhece o empresário e há dúvidas a serem esclarecidas. ‘‘De onde vem esse dinheiro? Não está bem explicado’’, indaga um analista. Rumores no mercado dão conta de que o ex-presidente Antonio Celso Cipriani continuará a controlá-la nos bastidores. Procurada pela Agência Estado, a empresa informou que todas as dúvidas serão esclarecidas por Fonseca e Cipriani, em entrevista coletiva.

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