Arquivo FolhaNo prejuízoAntiga sede da operadora CWB, em Curitiba, que fechou as portas de um dia para outro deixando os clientes sem atendimentoA Delegacia do Consumidor deverá marcar uma segunda audiência nos próximos dias para tentar colher o depoimento do empresário Ricardo Luz, dono da operadora CWB, que em fevereiro fechou as portas sem dar explicações para clientes e empregados. Luz foi indiciado em inquérito policial por crime contra o consumidor. O empresário não compareceu ao depoimento policial marcado para a última sexta-feira. A CWB também não compareceu em nenhuma das audiências do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A última aconteceu ontem, sem a presença de representantes da empresa.
A assessoria jurídica da CWB informou ao TRT que não recebeu intimação oficial para participar das audiências. Do total de 50 funcionários que a CWB tinha, 40 entraram com ações na Justiça do Trabalho. Quinze já foram chamados pela Justiça Trabalhista para negociar a rescisão contratual. Os ex-funcionários esperam receber o salário atrasado de dezembro e as porcentagens relativas a comissões.
A CWB, considerada a maior operadora de turismo do Estado, parou de atuar no mercado por causa da situação falimentar em que se encontrava. O advogado da empresa, Antonio Bastos, garante que a empresa irá pagar todas as dívidas com os clientes.
Na Delegacia do Consumidor há 28 queixas contra a CWB. O delegado James Thompson, que preside o inquérito, ouviu 21 pessoas. ‘‘Apenas duas aceitaram retirar a queixa’’, declarou a escrivã Jane Morais. Ela disse que a maioria dos casos se refere a clientes que compraram pacotes inexistentes ou que tiveram cheques pré-datados descontados antes do vencimento do prazo.
A antiga sede da CWB está fechada, mas a empresa está instalada em novo endereço, no centro da cidade, para resolver os problemas provocados pela situação de insolvência. ‘‘A empresa existe formalmente, mas de fato, ela está zerada’’, disse Bastos. No meio turístico, há a garantia que Ricardo Luz está montando uma nova empresa de turismo, colocando um ‘‘testa-de-ferro’’ em seu lugar. A afirmação não é confirmada pelo advogado da CWB.

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