BELO HORIZONTE - O Movimento das Donas de Casa de Minas iniciou esta semana uma fiscalização nos principais supermercados e hipermercados de Belo Horizonte para saber se a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) está ou não sendo repassada aos preços dos produtos nas prateleiras. Segundo a presidente do movimento, Lúcia Pacífico Homem, comissões de donas de casa, em trabalho voluntário, têm visitado constantemente os estabelecimentos para pesquisar os preços, que são comparados aos praticados na semana que antecedeu a vigência da CPMF.
‘‘Equipes do movimento estão checando os preços e, se constatarmos alguma irregularidade, o supermercado estará na nossa mira’’, disse. Lúcia explicou que, como o regime econômico atual é de livre mercado e não há possibilidade de questionar legalmente os abusos, a única sanção a quem embutir a CPMF em seus preços será a conscientização dos consumidores para que evitem aquele estabelecimento. ‘‘Se cosntatarmos que houve o repasse, vamos fazer um trabalho de formiguinhas, no pé do ouvido, dizendo às pessoas que não comprem em determinado local e o substituam por outro’’, afirmou.
O vice-presidente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Adilson Rodrigues, disse que os empresários do setor não deverão promover o repasse do CPMF. ‘‘Pelo que temos conversado com as principais redes de supermercados de Minas, não há a menor perspectiva de que isso vá acontecer’’, garantiu. ‘‘Não ficaria nem bem, por um valor tão ínfimo, encarar uma imagem tão negativa’’, acrescentou.

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