Dona de casa aprendeu a usar internet
A dona de casa Inês Pereira Batalia possui baixa visão devido a hipermetropia e diz que há pouca oferta de cursos para quem é deficiente visual. A oferta é pouca e quando surgem pessoas dispostas a ajudar, entra a questão financeira, pois os recursos nem sempre são suficientes para arcar com o custo de um curso, analisa.
Inês fez curso curso de informática no Departamento de Informática da Universidade Estadual de Londrina e aprendeu a navegar pela internet. Ela conta que cursos como esses são muito importantes para conseguir se integrar socialmente. Ela gostaria de fazer outras atividades, como artesanato e música, mas desconhece alguma opção para deficientes visuais.
O organizador do curso da UEL, Fábio Sakuray, conta que as atividades são custeadas com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). O curso não é profissionalizante porque não ensina como lidar com processadores de texto ou planilhas eletrônicas, mas se houver demanda pretendo montar um para os deficientes visuais que têm noção de informática, conta.
Ele diz que não existem muitos cursos avançados para esse público pela falta de conhecimento de informática básica. Embora o curso seja voltado para deficientes visuais, Sakuray relata que não existem apostilas em braile e nem aulas gravadas em áudio para que os alunos possam recorrer quando estiverem em casa. (V.O.)





