São Paulo - O grupo mexicano América Móvil é apontado pelo mercado como o favorito na disputa pela Embratel, que está sendo vendida pela norte-americana MCI. Controlada pelo empresário Carlos Slim, a América Móvil é dona da Claro, empresa de telefonia celular que reúne as operadoras BCP São Paulo, BCP Nordeste, ATL, Tess, Americel e Claro Digital.
O grupo mexicano vem fazendo várias aquisições no Brasil e na América Latina, como a compra da BCP São Paulo e da AT&T Latin América, que também atua no Brasil. A América Móvil comprou a BCP por US$ 625 milhões e a AT&T LA por US$ 215 milhões.
Relatório do Banco Brascan estima o preço mínimo da Embratel em US$ 379 milhões (R$ 1,1 bilhão), o que inclui o valor de aquisição das ações do bloco de controle e o ''tag along'' dos papéis ON. O valor não considera a dívida da empresa, estimada em R$ 3,3 bilhões.
Até julho deste ano, a lei impedia a mudança no controle da Embratel pois isso só poderia ocorrer quando a privatização da empresa completasse cinco anos. Agora não existe mais esse impedimento.
Ao comentar a possível venda, o ministro das Comunicações, Miro Teixeira, disse ontem que o investimento exclusivamente em longa distância ''já não sinalizava como um bom negócio, ao contrário da telefonia local, onde há monopólio''.
O ministro assegurou que o governo terá soluções para qualquer cenário envolvendo a concessão da Embratel. Ele destacou que há alternativas até mesmo para uma hipótese ''remota e inconcebível'', que seria a interrupção dos serviços. ''Nada sinaliza nesta direção. Não há esse risco. Não há esse susto. Mas até nesta hipótese improvável, quase impossível, nós temos alternativa de ação'', disse.

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