Dona da 1ª carteira receberá R$ 607
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de fevereiro de 1997
Sucursal de Curitiba 
Gilson AbreuEmpregadaO empresário Marco Aurélio Silva, da Employer, e a psicóloga Fabrícia Granzoto, que recebeu a primeira carteira de trabalho reformulada: Realizada profissionalmenteA primeira brasileira a receber a nova carteira de trabalho, a psicóloga paranaense Fabrícia Granzoto, não está mais desempregada. Ela foi contratada ontem pela empresa de trabalho temporário Employer, de Curitiba. Fabrícia vai ganhar R$ 607,39 de salário por mês, para atuar como psicóloga do trabalho, na seleção de pessoal para emprego temporário.
Me sinto feliz por me realizar profissionalmente tão rápido, afirmou Fabrícia, emocionada. O novo modelo da carteira de trabalho foi implantado pioneiramente no Paraná, dia 20 de janeiro. Participaram do ato de contratação de Fabrícia o diretor da Employer, Marco Aurélio Silva, e a superintendente do INSS no Paraná, Sônia Barbosa.
A promoção em torno da contratação juntou ainda o deputado federal Antonio Ueno (PFL-PR) e o delegado regional do Trabalho, Tércio Albuquerque. O deputado destacou a necessidade de o País criar 2 milhões de empregos por ano, o que, segundo ele, só seria possível com investimentos equivalentes a 24% do PIB nacional.
Como só temos uma poupança de 16% do PIB, precisamos de capital de risco estrangeiro, disse Ueno. Tércio Albuquerque destacou a importância da nova carteira para evitar fraudes. Temos 4 mil processos de fraude tramitando da Delegacia Regional do Trabalho, informou.
O diretor da Employer, Marco Aurélio Silva, estima que 800 mil pessoas sejam empregadas temporariamente no Paraná, principalmente de março a junho, setembro e outubro, períodos de colheita de safras.
PrevidênciaSegundo a superintendente do INSS, Sônia Barbosa, 40% das empresas do País sonegam ou estão inadimplentes em relação à contribuição previdenciária, pois não registram todos os seus empregados.
Além de ser ruim para o empregado, a falta de registro também pode prejudicar a própria empresa. Em caso de acidente de trabalho, por exemplo, a empresa acaba tendo que arcar sozinha com todos os custos. Assim, embora pareça vantajoso para muitos empresários, deixar de registrar o trabalhador na maioria das vezes acaba se revelando um péssimo negócio.


