Domésticas buscam valorização profissional
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas, comemorado ontem, foi marcado por uma campanha de conscientização e reconhecimento da profissão. Ontem, ocorreu uma reunião no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Curitiba, com representantes de órgãos públicos e entidades sindicais para apresentar dados da realidade do trabalho doméstico no Paraná.
Ediellen Bianca Ferreira da Silva, que é representante do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos (Sindidom), disse que uma das reivindicações é para que o Ministério do Trabalho e Emprego reconheça as domésticas como categoria profissional. Hoje, essas trabalhadoras não têm direito a seguro-desemprego, FGTS e PIS. ''O emprego doméstico é muito desvalorizado e várias pessoas trabalham sem registro'', denunciou.
Segundo Ediellen, hoje cerca de 300 mil trabalhadoras estariam na informalidade no Paraná. O número é quase três vez maior do que o de profissionais com registro em carteira, que é de 113 mil.
Além disso, a sindicalista ressaltou que as diaristas que trabalham em uma mesma residência três vezes ou mais por semana e as mensalistas, têm direito a registro em carteira, 13º salário, férias, previdência social, folgas nos feriados, aviso prévio e verbas rescisórias. Quando a profissional trabalha de uma a duas vezes por semana na mesma casa deve receber a diária, alimentação e o valor do transporte. Com o salário mínimo regional, a diária não pode ser menor que R$ 30, mas a média paga hoje está entre R$ 60,00 e R$ 70,00. Hoje, o mínimo para as domésticas está em R$ 688,50 e deve ser reajustado em 6,9% para R$ 736,00.
''Acreditamos que essa reunião de hoje (ontem) vai trazer bons resultados. Esperamos que seja um início das conquistas para a categoria'', disse. A iniciativa foi desenvolvida em parceria entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Secretaria Estadual do Trabalho, Secretaria Municipal do Trabalho, Pastoral da Criança, representações sindicais patronal e dos trabalhadores domésticos (Sintradom, Sindidom e Associação Santa Zita) e tem por objetivo manter um fórum de discussão permanente para divulgar os direitos das trabalhadoras domésticas e valorizar o seu trabalho.


