Domakoski assume a ACP
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segunda-feira, 07 de agosto de 2000
Emerson Cervi de Curitiba 
O novo presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Marcos Domakoski, 46 anos, pretende dar continuidade às principais linhas de atuação da entidade, mas tem intenção de colocar um tom mais político à associação. Ele assumiu ontem a presidência da ACP, no lugar do ex-presidente Jonel Chede. Domakoski foi eleito em chapa única em julho para dois anos de mandato. Ex-coordenador do Conselho Político da ACP, ele vai balizar sua gestão em pesquisa feita junto aos associados. Na área política identificamos três principais temas de interesse dos sete mil associados, disse.
Domakoski divide seus projetos em duas grandes linhas: atuação política e prestação de serviços institucionais. Os empresários definiram como prioridade a atuação da associação nas reformas política e fiscal e na simplificação das leis trabalhistas, afirmou. Domakoski vinha atuando em favor das reformas fiscal e tributária. Agora temos uma nova bandeira que é a da simplificação das leis trabalhistas.
Além da atuação política, o novo presidente pretende manter a prestação de serviços como o vídeo-cheque, o sistema integrado de proteção ao crédito e a rede super fácil de pagamentos com cheque eletrônico. Do total de associados à ACP, 3,2 mil são micro e pequenas empresas, 2,3 mil são médias e 918 grandes.
Um novo serviço é o de apoio à recuperação de crédito. A função é transformar a ACP em intermediadora entre credores e devedores. Nosso objetivo é reduzir os índices de inadimplência e detectar as causas de atraso nos pagamentos, conta. A intermediação começa nos próximos dias de forma experimental.
O conselho político da ACP se transformou num dos principais órgãos da instituição. Tanto Chede quanto Domakoski foram coordenadores do conselho antes da presidência. O conselho foi criado para os empresários opinarem sobre a divisão do Paraná e começamos a atuar contra essa idéia, relembra.
Na próxima semana o conselho inicia debates com os candidatos a prefeito. O primeiro será Ângelo Vanhoni (PT), no dia 15. Depois será Maurício Requião (PMDB), dia 22, Cassio Taniguchi (PFL), 29, Luiz Forte Neto (PSDB), 5, e Eduardo Requião (PDT), dia 12 de setembro.


