São Paulo Depois de duas altas consecutivas, o dólar comercial fechou ontem em queda de 0,49%. No final do expediente, a moeda norte-americana foi vendida a R$ 3,025.
As expressivas valorizações dos primeiros dias de maio já eram vistas como 'anormais' pelos analistas de mercado e foram motivadas por grandes remessas de recursos para o exterior feitas por bancos estrangeiros. Encerradas essas operações, o otimismo sobre o Brasil a curto e médio prazo continua pesando mais e assim as cotações do dólar voltaram a recuar. A mínima do dia foi R$ 2,992, e a máxima, R$ 3,087.
A atual conjuntura econômica nacional favorece também as empresas, que encontram condições favoráveis para conseguir empréstimos no exterior. A expectativa de que haja mais captações nos próximos dias também anima o mercado e ajuda a derrubar o dólar.
Porém, enquanto não houver maior definição sobre o ponto de equilíbrio do dólar, a posição dos investidores é de cautela. O risco-país estava ontem em 804 pontos, com elevação de 2,55%. O C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, perdeu 0,50% e foi negociado a 87,875% do valor de face.
O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) decidiu, ontem, manter inalterada em 1,25% ao ano a taxa básica de juros dos Estados Unidos por causa das incertezas sobre a recuperação da economia do país. Isso soa como alerta para os mercados, que apostavam em reaceleração a partir do segundo semestre.

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