Moeda americana sobe 0,4%, BC se mantém fora do mercado
O dólar voltou a subir nesta quarta-feira, (4), e o real teve o pior desempenho ante a divisa norte-americana considerando uma cesta de 16 moedas. O dia, porém, foi de poucos negócios, por conta do feriado nos Estados Unidos, e o BC (Banco Centra)l seguiu fora do mercado de câmbio, marcando a oitava sessão consecutiva sem leilão extraordinário de swap. A instituição fez apenas o leilão de rolagem dos contratos que vencem em agosto, em operação que somou US$ 700 milhões. O dólar à vista fechou em R$ 3,9131, com valorização de 0,40%, e voltou ao maior nível desde 7 de junho, quando bateu em R$ 3,9146.

Índice Bovespa sustenta alta pelo quinto dia seguido
Por causa do dia da Independência nos EUA, o volume de negócios no mercado brasileiro ficou bem abaixo da média de outros dias. No mercado futuro, o giro foi de apenas US$ 5,9 bilhões, um terço de dias normais. Com as bolsas de Nova York fechadas por conta do Independence Day, e o volume de negócios reduzido a menos da metade da média das últimas semanas, o Índice Bovespa sustentou o sinal positivo e fechou em alta pelo quinto pregão consecutivo. O principal índice de ações da B3 terminou o dia aos 74.743,11 pontos, em alta de 1,46%. Os ganhos foram impulsionados pelo noticiário doméstico positivo para as estatais brasileiras, cujas ações dispararam, contagiando a Bolsa.

Papéis da Petrobras e Eletrobras são destaque
Com a notícia, as ações da Petrobras abandonaram o terreno negativo e passaram a subir, chegando ao fechamento do pregão com altas de 4,86% (ON) e 5,43% (PN). Os papéis da Eletrobras, que já eram destaque de alta, por conta da aprovação do projeto de lei que abre caminho para a privatização em regime de urgência das distribuidoras, aceleraram o ritmo e foram de longe as maiores altas do Ibovespa, com ganhos de 17,99% (ON) e 16,61% (PN). Os negócios do dia somaram R$ 5,5 bilhões, contra R$ 13 bilhões da média diária registrada em junho. Em cinco dias consecutivos de ganhos, o Ibovespa acumula valorização de 5,85%, reduzindo a perda acumulada do ano para 2,17%.

Juros futuros têm viés de alta para vencimentos curtos
Os juros futuros fecharam a sessão perto da estabilidade com viés de alta nos vencimentos curtos, enquanto as taxas do vencimentos longos recuaram. A sessão foi muito fraca em função do feriado nos EUA. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,845%, de 6,839% de terça-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,34% para 8,37%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou estável em 9,32% e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 10,72% para 10,64%. Em meio à liquidez reduzida pela falta de referência de Wall Street, chamou a atenção o recuo da ponta longa, uma vez que não há sinais de melhora no quadro fiscal, o risco eleitoral segue presente e, ainda, o dólar passou a tarde em alta.

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