Dólar sobe
Ibovespa desce

Moeda norte-americana sobe 0,93% e vai a R$ 3,8489
O dólar voltou a subir e fechou em alta de 0,93%, em R$ 3,8489. Após cair nos quatro últimos pregões, investidores realizaram lucros e reforçaram as compras da moeda americana, acompanhando a valorização da divisa no exterior, ante moedas como euro e libra, e de emergentes, em meio a novos indícios de desaceleração da economia mundial, demora de um acordo entre Pequim e Washington e das indefinições sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. Preocupações com a reforma da Previdência também pesaram e, por isso, o real foi a moeda que mais perdeu valor ante o dólar de uma lista das 24 principais divisas internacionais.

Bovespa termina em baixa de 0,30% após recorde histórico
Depois de ter renovado seu recorde histórico, aproximando-se do emblemático patamar dos 100 mil pontos, o Índice Bovespa cedeu novamente aos ajustes e terminou em baixa de 0,30%, aos 98.604,67 pontos. Os negócios somaram R$ 12,2 bilhões. Embora a confiança no avanço da reforma da Previdência não tenha se dissipado, faltou, segundo operadores, notícia nova que impulsionasse o indicador a superar a resistência psicológica à marca dos seis dígitos. Por outro lado, houve nova rodada de preocupações com o ritmo da economia global e algum desconforto com questões relacionadas à reforma previdenciária.

Queda no preço das commodities penaliza Vale e Petrobras
O Ibovespa sucumbiu à realização de lucros recentes. Mais cedo já havia mal estar com dados da produção industrial da China, aquém do esperado. O dado derrubou preços de commodities, o que penalizou as ações de Vale e Petrobras. Uma recuperação parcial dos preços do petróleo acabou favorecendo a alta das ações, que fecharam com ganhos de 1,13% (ON) e de 0,32% (PN). Vale ON também teve fôlego para uma recuperação e fechou perto da estabilidade, com alta de 0,02%. Foi determinante, ainda, o bloco do setor financeiro, o mais representativo da carteira teórica. Itaú Unibanco PN caiu 1,58% e Banco do Brasil ON cedeu 0,76%.

Juros dão sequência a movimento de correção e sobem
O mercado de juros deu sequência ao movimento de correção de parte do alívio de prêmios visto nos últimos dias, e as taxas fecharam em alta. O ajuste foi maior na parte longa da curva, com avanço em torno de 10 pontos-base nos contratos mais líquidos, refletindo a piora no humor dos mercados internacionais. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a etapa regular em 6,390%, de 6,355%, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 6,911% para 6,97%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 8,08%, de 7,982%. A taxa do DI para janeiro de 2025 avançou de 8,501% para 8,61%.

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