Depois de abrir em baixa, o dólar acabou sendo pressionado no final do dia e fechou a R$ 1,92, com pequena alta de 1,05% em relação ao fechamento de anteontem. Pela média do Banco Central, entretanto, o dólar ficou em R$ 1,887, com queda de 0,42% em relação à média anterior.
A moeda foi negociada no início da manhã a R$ 1,86, em baixa de 2,1% em relação à véspera. Havia a percepção de grandes entradas de dólares pela manhã. Chegou-se a comentar que a Petrobrás estaria trazendo US$ 200 milhões de exportações.
Já no final da manhã a moeda começou a subir um pouco. Vários bancos apareceram comprando. Um dos mais ativos na ponta de compra, segundo operadores, foi o Banco do Brasil. É possível que a demanda por dólares tenha sido alimentada pelo receio de que o mercado ficasse nervoso hoje, véspera do feriado de Carnaval. A sexta-feira que antecede o Carnaval costuma ser fértil para a proliferação de boatos.
A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a subir. O Ibovespa fechou com valorização de 1,54%. Alguns fatores alimentaram a alta. A aparente trégua entre Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso foi um deles. Outro foi o fato de as negociações com o FMI terem chegado ao fim. Além disso, a primeira quadrissemana da Fipe indicou inflação de 0,75%, o que alimentou a expectativa de que a inflação no mês não chegue aos 3%, o pior cenário previsto. Isso ajudou a acalmar o mercado.

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