O dólar comercial subiu 1,55% ontem e fechou a R$ 1,97. Durante o dia, a cotação chegou a bater em R$ 1,98. Pela média do Banco Central, o dólar ficou em R$ 1,936, com alta de 0,8% sobre a média registrada na sexta-feira. A tendência, segundo operadores de câmbio, é de um dólar pressionado para cima até o final da semana, por causa do vencimento do contrato futuro de março, que projeta o câmbio de fevereiro.
Os contratos são liquidados pela média do mercado à vista, calculada pelo Banco Central no dia do vencimento. Os investidores que compraram o dólar futuro têm interesse em puxar a cotação à vista para cima, para ampliar o ganho.
Quem vendeu o dólar futuro, tenta fazer o inverso: derrubar o preço à vista. Os dias que antecedem o vencimento costumam ser marcados pela tradicional briga entre ‘‘comprados e ‘‘vendidos , o que faz o preço oscilar a favor de quem tiver mais força.
Foi por causa desse movimento que o dólar chegou a R$ 2,15 na última sexta-feira de janeiro. O vencimento de algumas dívidas no exterior na próxima semana também deve ajudar a elevar o dólar.
No mercado de juros, o governo interviu hoje de maneira diferente. Em vez de tomar recursos a 39% ao ano por um dia, decidiu tomar por dois dias. Depois, entrou no mercado mais duas vezes para tomar dinheiro dos bancos por um dia, pagando, respectivamente, 38,9% e 38,8%.
Houve quem avaliasse a atuação como o início da queda dos juros. Mas o consenso dos analistas é de que a atuação foi punitiva - o BC pagou taxa menor para os bancos que não aceitaram os dois dias. A alta do dólar e das ações em Nova York contribuiu para a valorização dos papéis na Bovespa, que subiu 0,68%. Nos negócios com títulos da dívida brasileira, o C-bond fechou a 59,13% de seu valor de face.

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