Dólar volta a subir após três quedas seguidas e vai a R$ 3,89
Alta no exterior e questões internas influenciaram câmbio
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quinta-feira, 06 de junho de 2019
Alta no exterior e questões internas influenciaram câmbio
Agência Estado 
O dólar voltou a subir nesta quarta-feira (5), após cair nos três últimos pregões. A alta da moeda americana no exterior e questões internas fizeram a divisa encostar nos R$ 3,90. Notícias de que o governo discute flexibilizar o teto de gastos após a aprovação da reforma da Previdência fizeram o dólar acelerar a alta. Com isso, o real foi a segunda moeda que mais perdeu valor perante a moeda americana, atrás apenas do rand da África do Sul. O ministério da Economia, porém, desmentiu as notícias após o fechamento do mercado à vista, o que fez o dólar futuro reduzir o ritmo de alta. Na sessão regular, o dólar à vista encerrou com valorização de 0,99%, a R$ 3,8949.
Índice Bovespa anda na contramão das bolsas de Nova York
O cenário doméstico voltou a pesar no mercado brasileiro de ações e o Índice Bovespa terminou a quarta com queda significativa, na contramão do bom desempenho das bolsas de Nova York. A palavra "cautela" voltou às mesas de negociação depois do adiamento da votação do crédito suplementar pedido pelo governo e de especulações sobre um possível estudo para flexibilização do teto de gastos após a aprovação da reforma da Previdência. Assim, o Ibovespa terminou o dia em queda de 1,42%, aos 95.998,75 pontos. Os negócios somaram R$ 12,4 bilhões. As commodities metálicas e energéticas tiveram uma sessão de perdas, com reflexo direto sobre as ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas.
Juros futuros fecham em alta nesta quarta-feira
O mercado de juros finalmente realizou parte dos lucros e as taxas fecharam a etapa regular em alta. Todas as principais taxas futuras encerraram a etapa regular nas máximas. As taxas chegaram a oscilar em queda no início do dia, mas se firmaram em alta junto com o dólar ainda pela manhã, em meio aos sinais vindos de Brasília e a uma esperada realização de lucros. A do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,280%, de 6,229% na terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 6,380% para 6,480%. A taxa para janeiro de 2023 encerrou em 7,44%, de 7,301%, e a do DI para janeiro de 2025 avançou de 7,841% para 8,01%.
Cenário político justifica o ajuste nas taxas
O investidor teve um terreno fértil no cenário político para justificar o ajuste, em especial no período da tarde, quando as taxas ampliaram o avanço. O adiamento da sessão da CMO (Comissão Mista de Orçamento) para votar o pedido de crédito extra do governo ao Congresso e expectativa quanto ao julgamento sobre as privatizações no STF (Supremo Tribunal Federal) formaram os principais argumentos do dia a ampararem a trajetória ascendente. No entanto, a avaliação nas mesas de renda fixa é de que trata-se apenas de uma correção e não de mudança de tendência, tanto que na sessão estendida o movimento de realização já perdia força.


