Agência Folha
De São Paulo
O dólar atingiu ontem a maior cotação desde o último dia 2, fechando em R$ 1,744 (compra) e R$ 1,746 (venda) no câmbio comercial, alta de 0,69% em relação a sexta-feira, quando o Banco Central interveio no mercado.
A intervenção do BC provocou uma reviravolta na cotação da moeda norte-americana. A tendência de queda observada até a semana passada – quando a cotação chegou a R$ 1,709 – foi interrompida quando a autoridade monetária comprou cerca de US$ 50 milhões para impedir que o real continuasse a se valorizar.
O diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, garantiu que o governo não trabalha nem com piso nem com teto para o dólar. O objetivo é ‘‘não deixar o mercado ser volátil’’, ou seja, oscilar muito para cima ou para baixo.
A cotação do dólar pode continuar a subir em abril, quando vencem dívidas contraídas no exterior pelo setor privado que totalizam cerca de US$ 3 bilhões. O que não se sabe é quanto será efetivamente pago e quanto será rolado. Quanto maior a quantia paga, maior a saída de divisas e maior a pressão sobre o câmbio. Para José Roberto Leme Ferraz, da corretora Safic, a intervenção do BC no mercado serviu para sinalizar que o governo ‘‘está atento à valorização do real’’.