São Paulo - Com a ligeira melhora das bolsas norte-americanas na reta final dos negócios, o dólar no Brasil, que ontem passou o dia pressionado pelas baixas externas, diminuiu um pouco a alta e fechou cotado a R$ 2,858 para venda e R$ 2,855 para compra, um avanço de 1,70% no dia.
O dólar paralelo e o turismo também acompanharam a tendência de alta do câmbio comercial. Em São Paulo, o dólar comercial subiu 1,40% e fechou a R$ 2,88 para venda e a R$ 2,82 para compra. No turismo, a alta foi de 1,05%, e a moeda foi vendida a R$ 2,88 e comprada a R$ 2,78. No Rio de Janeiro, tanto o turismo quanto o paralelo subiram 1,42% e, em ambos os casos, o dólar foi vendido a R$ 2,84 e comprado a R$ 2,75.
Operadores acreditam que, caso os índices norte-americanos subam hoje em um movimento de correção técnica, a cotação do dólar no Brasil pode ceder. A forte baixa das Bolsas estrangeiras tem dois efeitos negativos sobre os mercados locais. O primeiro pesa sobre o mercado de títulos da dívida e de ações - com a escassez de dinheiro para investir devido aos prejuízos em seus próprios mercados, os investidores estrangeiros passam a evitar com mais rigor os países emergentes.
O segundo efeito é sobre o dólar: bancos estrangeiros que perdem dinheiro com seus investimentos em Wall Street aproveitam para engordar o caixa com o dólar valorizado em mercados como o Brasil.
Ontem, a Bovespa também foi arrastada pela onda de desconfiança em relação ao balanços das grandes corporações que varreu os mercados internacionais. Após amargar no seu pior momento uma baixa de 4,5%, o Ibovespa terminou o dia em queda de 3,04% aos 10.633 pontos e giro financeiro de R$ 387,3 milhões.
O risco-país brasileiro, que ontem chegou a avançar quase 5%, fechou em alta de 2,1% a 1.546 pontos. O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial, atrás da Argentina (6.742 pontos) e da Nigéria (2.095 pontos), e imediatamente à frente do Equador (1.246 pontos).

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