São Paulo Depois de alcançar o patamar de R$ 3,20 na última semana, o dólar voltou a ser cotado acima dos R$ 3,50 diante de um cenário externo conturbado pelas tensões entre EUA e Iraque e a instabilidade na Venezuela. No ano, a desvalorização da moeda caiu de 8%, no último dia 10, para 0,8% ontem.
O dólar comercial fechou em alta de 0,86%, a R$ 3,510 na compra e a R$ 3,515 na venda. Na máxima do dia, chegou a ser negociado a R$ 3,547. A decisão do Copom ontem de elevar para 25,5% ao ano a taxa básica de juros fez a cotação ceder um pouco.
No cenário externo, Venezuela e Iraque dificultam o recuo do dólar. Ontem, a Venezuela o quinto maior exportador de petróleo do mundo decretou feriado cambial enquanto o governo estuda medidas de restrição para conter a fuga de capitais decorrente da atual crise política e econômica no país, em greve geral desde o dia 2 de dezembro. Além disso, nos últimos dias se ampliaram as tensões entre EUA e Iraque, localizado na maior região exportadora de petróleo do mundo, o golfo Pérsico.
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou ontem em queda de 2,55%, aos 11.142 pontos e volume financeiro de R$ 688,617 milhões. Essa é a maior queda em ponto percentual desde o dia 28 de outubro do ano passado. No acumulado do ano, a perda acumulada é de 1,1%.
A elevação da taxa básicas de juros agradou o mercado. No entanto, a suposta reação positiva foi ofuscada pela nova baixa das Bolsas internacionais, alimentada pela tensão pré-guerra. Há pouco, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York caía 1,55%.
O otimismo do mercado da virada do ano foi abalado pela percepção de que a guerra entre os EUA e o Iraque é inevitável e iminente. As críticas de representantes das Forças Armadas e do Poder Judiciário à proposta do PT de reforma da Previdência, também pesaram na avaliação dos investidores.
''A Bolsa pode voltar a se recuperar. Mas isso depende agora do cenário externo'', diz o gestor da Gap Investimentos, Alexandre Silvério.
A maior valorização da Bolsa paulista ontem foi registrada nas ações preferenciais da Usiminas, que subiram 4,28%. Tractebel ON e Embraer PN subiram, respectivamente, 2,98% e 2,32%.

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