Dólar volta a cair; Ibovespa sobe 0,83%
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terça-feira, 25 de setembro de 2018
Agência Estado 
Moeda americana fecha o dia em R$ 4,07
O mercado de câmbio abriu a terça-feira (25) tenso e o dólar chegou a bater em R$ 4,14 pela manhã, mas o movimento perdeu força na parte da tarde e a moeda americana passou a cair, batendo em R$ 4,06. A nova pesquisa do Ibope, mostrando estagnação de Jair Bolsonaro (PSL) e crescimento de Fernando Haddad (PT), provocou nervosismo nas mesas de operação na primeira parte dos negócios, mas um movimento de realização de lucros, com investidores estrangeiros buscando oportunidades na bolsa vendendo dólar, ajudou a esvaziar a pressão na moeda, de acordo com operadores. O dólar à vista terminou o dia cotado em R$ 4,0722, queda de 0,38%. A alta volatilidade vista no câmbio deve marcar os negócios até as eleições.
Incertezas aumentam pressão sobre câmbio
A elevada incerteza nos mercados sobre as eleições e os rumos da política econômica pode pressionar ainda mais o dólar, afetando a inflação e exigindo que o Banco Central eleve os juros para segurar os preços, disse nesta terça-feira a vice-presidente e analista sênior da Moody's, Samar Maziad. No exterior, o dólar teve comportamento misto ante emergentes hoje. Subiu mais de 2,5% perante o peso da Argentina, após o presidente do BC local, Luis Caputo, surpreender a Casa Rosada e deixar o cargo. A moeda americana também subiu na Turquia, México e Índia, mas caiu na África do Sul e na Rússia. Nesta quarta-feira (26) os dirigentes do Federal Reserve (o banco central norte-americano) terminam a reunião de política monetária de setembro, que deve elevar novamente os juros no país.
Vale ON renova máxima sem dia de volatilidade
A volatilidade deu o tom dos negócios no mercado de ações. Pela manhã, o cenário eleitoral polarizado e indefinido pesou negativamente para o Índice Bovespa. À tarde, predominou o apetite do investidor estrangeiro por ativos emergentes e o índice consolidou viés positivo. Ao final dos negócios, o Ibovespa marcou 78.630,14 pontos, com ganho de 0,83%. Vale ON, ação de maior peso na composição do Ibovespa, renovou máximas até os últimos minutos de negociação e terminou em alta de 3,32%. Mais cedo, a agência de classificação de risco Moody's afirmou que manteve a perspectiva estável para a indústria siderúrgica brasileira no período de 12 a 18 meses, ou até o início de 2020. Gerdau PN subiu 5,43%. Favorecidas pela alta dos preços do petróleo, Petrobras ON e PN subiram 0,52% e 0,40%, respectivamente.
Juros futuros reduzem ritmo de alta
Os juros futuros reduziram o ritmo de alta na última hora de negócios e fecharam a sessão regular desta terça-feira, 25, de lado, em sintonia com o alívio no câmbio e a melhora expressiva no mercado de ações. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019, que melhor reflete as expectativas para a política monetária, fechou em 6,725%, de 6720% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2020 fechou em 8,44%, de 8,446% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 passou de 9,656% para 9,66%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou na mínima, em 11,19%, de 11,195% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI para janeiro de 2025, também na mínima, encerrou em 11,87%, de 11,874%.


