Dólar volta a cair, e governo Duhalde nega plano
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quarta-feira, 27 de março de 2002
Agência Estado 
Buenos Aires Enquanto a cotação do dólar durante o dia de ontem recuava a até 2,85 pesos, a equipe do governo de Eduardo Duhalde parecia não se entender sobre os preparativos de um plano econômico para ser apresentado à missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que chega à Argentina na segunda-feira.
De manhã cedo, o secretário-geral da presidência, Aníbal Fernández, afirmou que, quando a missão desembarcar em Buenos Aires, o governo apresentaria uma série de medidas a serem elaboradas ao longo deste feriado.
O objetivo dessas medidas seria conter, além da escalada do dólar, os preços dos produtos da cesta básica. Na Casa Rosada, extra-oficialmente, afirmava-se que o governo poderia reduzir o Imposto de Valor Agregado (IVA) de 21% para 15% para alguns produtos alimentícios. Além disso, estudava-se elevar de 10% para 20% a retenção para todas exportações.
Mas, no fim da tarde, o Ministério da Economia desmentia qualquer hipótese de elaboração de um pacote. Na sede do ministério, as referências sobre Fernández variavam entre ele é um mero contínuo e não entende nada de nada.
A indefinição sobre um possível plano econômico, porém, não interferiu no comportamento do mercado financeiro. Tanto que milhares de pessoas voltaram a invadir o centro financeiro de Buenos Aires, ansiosas por comprar dólares.


