Dólar vai a 1,8 peso, mas mercado patina
A falta de pesos nos bolsos dos argentinos evitou que a escalada do dólar no primeiro dia de câmbio livre fosse mais dramática. Quase 11 anos do início do regime de equivalência entre dólar e peso, a Argentina reencontrou ontem o mercado livre de câmbio. Foi o enterro do sistema de câmbio fixo, implantado por Domingo Cavallo, em abril de 1991, e que nos últimos quatro anos tornou-se um pária: a ele se atribui a falta de competitividade da Argentina e a depressão da economia, que completa 44 meses de recessão.
Foi um reencontro nervoso. A cotação do dólar registrou variação de quase 10% para venda, patente demonstração de falta de parâmetros e nervosismo em um mercado que ficara uma década sem movimentação. No final do dia, a maioria das casas de câmbio pedia 1,80 peso para vender US$ 1. Quando as operações foram iniciadas, às 10h da manhã (11h em Brasília), o dólar era vendido a 1,70 peso. O câmbio oficial, que também debutou ontem, é de 1,40 peso por dólar. Na abertura, a diferença entre as duas cotações era de 21%.





