São Paulo Depois de duas quedas consecutivas, o dólar comercial voltou a subir ontem. A moeda norte-americana fechou em alta de 1,12%, a R$ 2,968, e assim termina o mês de maio com 1,92% de valorização acumulada.
Os últimos trinta dias tiveram bastante volatilidade - no período, a cotação mínima do dólar foi R$ 2,865 (dia 12), e a máxima, R$ 3,040 (dia 20) - e o mercado continua procurando um patamar de equilíbrio para o câmbio.
Embora o elevado volume de captações de empresas brasileiras no exterior pressione a moeda, a tendência, segundo analistas, é de leve alta por causa do aumento de vencimentos de dívidas privadas em dólar e da possibilidade de que o Banco Central renove menor parcela de títulos cambiais.
Prevê-se um nível de oscilação de R$ 2,95 a R$ 3,05 para os próximos dias. Por isso, após o dólar ter atingido os R$ 2,93 anteontem, começou um movimento de compra liderado por empresas que têm compromissos a saldar em moeda estrangeira.
Bancos também fizeram ajustes em posições, zerando as vendidas: quem tem contratos futuros de venda de dólares passa a comprar moeda para se proteger de eventual valorização. Isso explica a forte valorização da moeda norte-americana ontem. O dólar turismo terminou o dia em alta de 2%, a R$ 3,060, e o paralelo subiu 0,32%, para R$ 3,090.
O C-Bond, principal título da dívida externa do país, fechou negociado a 89,375% do valor de face, com queda de 0,28%. O risco Brasil, que mede a diferença de remuneração entre os títulos do Tesouro norte-americanos, considerados os mais seguros do mundo, e os da dívida externa brasileira, avançou 1,14%, para 795 pontos.

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