Arquivo Folha‘Black’ deve oscilar de acordo com medidas tomadas pelo governoEsta semana será decisiva para quem investiu em dólar ou ainda pretende comprar a moeda como investimento. Isso porque, segundo os analistas, nos próximos dias o preço do paralelo vai oscilar de acordo com as medidas que forem tomadas pelo governo para combater a crise. Se elas indicarem que é remota a possibilidade de desvalorização do real, a cotação do black tende a cair. Caso contrário, o paralelo, que em setembro ocupou a segunda posição no ranking das aplicações, com variação de 5,98%, pode continuar a valorizar-se.
Os analistas apostam que o governo dificilmente mexerá no câmbio, a base de sustentação do Plano Real. João Marcos Cicarelli, consultor financeiro da Corretora Agente, diz que o momento é mais indicado para a venda. Na sexta-feira, o dólar fechou cotado por R$ 1,340.
PoupançaComo era esperado, a rentabilidade da caderneta encolheu no dia 1º, por conta do aumento do redutor que é aplicado sobre a taxa média dos CDBs para o cálculo da Taxa Referencial (TR), que corresponde à remuneração básica da poupança.
O Banco Central (BC) divulgou sexta-feira que o redutor válido para este mês será de 1,63%, comparado com o anterior de 1,04%. Embora os juros tenham subido, o rendimento da caderneta diminuiu para 1,3936%. Nos últimos dias, vinha sendo na casa dos 1,80%.
Ainda que esteja oferecendo remuneração positiva, bem acima da inflação, a caderneta está pagando a menor rentabilidade na renda fixa. Além disso, é prejudicada porque oferece rendimento prefixado e os juros estão subindo. O poupador deixa de ganhar com essa elevação das taxas. Nesse quadro, os fundos DI de 60 dias são a aplicação mais indicada, porque repassam a alta das taxas às cotas de imediato.
Se o investidor puder aplicar por apenas 30 dias, a escolha pode ser entre fundos de 30 dias e CDBs, que em geral rendem mais que fundos de 30 dias para valor acima de R$ 50 mil.

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