Dólar cai
Ibovespa cai

Moeda norte-americana cai em
meio ao avanço da Previdência
O dólar engatou a terceira queda consecutiva e já acumula sete dias de baixas nos últimos oito pregões, em meio ao otimismo com o avanço da Previdência e do exterior positivo. Depois de uma primeira parte de negócios de maior otimismo, a parte da tarde foi marcada por maior cautela, com a expectativa do final da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e também pela entrega da proposta de reforma da Previdência dos militares ao Congresso, também prevista para esta quarta-feira (20). O dólar à vista fechou em queda de 0,06%, cotado em R$ 3,7891.

Ibovespa fecha em baixa de
0,41%, aos 99.588,37 pontos
O bom desempenho das ações de empresas de commodities não foi suficiente para garantir nova alta do Índice Bovespa, que não teve fôlego para avançar além dos 100 mil pontos no fechamento. O principal índice da B3 chegou a avançar acima desse patamar ao longo do dia, mas perdeu o viés positivo na última hora de negociação e fechou aos 99.588,37 pontos, em baixa de 0,41%. A queda no final do dia coincidiu com a piora das bolsas americanas, mas foi conduzida através das ações do setor financeiro. Desde cedo, os papéis dos bancos já vinham fazendo contraponto às ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas, principais destaques de alta.

Com reforma da Previdência,
investidores preferem cautela
Segundo Vitor Miziara, sócio da Criteria Investimentos, com a reforma da Previdência no foco, investidores preferiram a cautela. Na análise por ações, as quedas do setor financeiro foram lideradas por Itaú Unibanco PN (-2,33%), Bradesco PN (-2,15%) e Banco do Brasil ON (-2,14%). Segundo Raphael Figueredo, sócio e analista da Eleven Financial, a expectativa pela reunião do Copom pode ter contribuído para a correção, uma vez que parte do mercado espera novo corte da Selic este ano. Na ponta oposta à dos bancos estiveram Vale ON (+2,85%) e Petrobras ON (+1,58%) e PN (+1,60%).

Taxas de juros futuros de longo
prazo terminam em queda
Os juros futuros de longo prazo terminaram em queda, alguns deles renovando pisos históricos, enquanto a ponta curta ficou estável, configurando um movimento de desinclinação da curva a termo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,360%, de 6,355% no ajuste de segunda (18), e o DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 6,90%, de 6,921% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 renovou sua mínima histórica ao fechar em 7,96%, de 8,002% no ajuste de segunda. O DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,49%, também novo piso histórico, de 8,541% na segunda no ajuste.




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