Dólar (subiu)

Bolsa (desceu)

Dólar tem terceira alta seguida e vai a R$ 3,8806

Moeda americana encerra a quinta-feira com ganho de 0,35%

O dólar à vista engatou a terceira alta consecutiva nesta quinta-feira (6) pressionado pela saída de recursos estrangeiros do País em um dia cheio de notícias desfavoráveis. Com o Banco Central fora do mercado de câmbio, as mesas de operação pressionaram ainda mais o dólar na expectativa de que o BC volte a injetar recursos. Com isso, a moeda chegou a bater em R$ 3,94, mas no final da tarde a valorização perdeu fôlego. Mesmo assim, o dólar acabou fechando com ganho de 0,35%, a R$ 3,8806. Os dois últimos meses do ano são historicamente períodos de saída de recursos de estrangeiros por conta da necessidade de empresas e fundos remeterem dinheiro ao exterior.

Aversão ao risco influencia baixa do índice Bovespa

O Índice Bovespa não ficou imune à onda de aversão ao risco que tomou conta do mercado internacional nesta quinta. Depois de ter caído até 2,26% no início da tarde, o principal índice de ações da B3 reduziu o ritmo e terminou o dia em baixa de 0,22%, aos 88.846,48 pontos. Os negócios somaram R$ 13,7 bilhões.A desaceleração no período da tarde foi favorecida pela melhora no humor nas bolsas americanas, assim como pela desaceleração da alta do dólar ante o real e outras moedas de países emergentes. Assim, investidores que realizam operações de giro rápido recompuseram parte dos lotes que haviam vendido mais cedo, informaram operadores das mesas de ações.


Juros futuros zeram alta e fecham o dia em queda

Os juros futuros zeraram a alta e passam a cair na última hora de negócios desta quinta, refletindo alguma redução do nível de aversão ao risco no exterior, que também diminuiu a pressão sobre as moedas emergentes. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,880%, de 6,942% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,973% para 7,91%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou na mínima de 9,13%, de 9,183% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 9,772% para 9,70%. O dólar, que pela manhã já esteve acima dos R$ 3,94, era cotado em R$ 3,8908 (+0,61%) às 16h36.


Juros nos Estados Unidos estão próximos do patamar neutro

A melhora ocorreu principalmente depois das declarações do presidente da regional de Atlanta do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Raphael Bostic, de que os juros nos Estados Unidos estão próximos do patamar neutro. Após passarem a manhã pressionados pelo exterior e pelo avanço do dólar, os juros começaram a esboçar melhora a partir da última hora de negócios. Já na reta final da sessão regular, as taxas viraram para queda e passaram a bater mínimas. "Temos o Bostic falando que os EUA estão próximos do juro neutro. Com isso, todas as moedas melhoraram e o DI veio junto", explicou o operador da Renascença DTVM, Luis Felipe Laudisio.

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