Dólar tem sexta alta seguida e maior valor em dois anos
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Agência Estado 
Desceram
Taxas de juros
Subiram
Papéis de estatais
Câmbio repete movimento
de desconforto com pesquisas
O dólar teve na quarta-feira (22) a sexta alta consecutiva, avançando ainda mais no patamar dos R$ 4, em movimento mais uma vez atribuído ao desconforto do investidor com o cenário eleitoral. A moeda americana fechou com valorização de 0,49%, aos R$ 4,0614, maior valor desde 16 de fevereiro de 2016 (R$ 4,0707). Em seis pregões de alta, a divisa acumula ganho de 5,16%. Na máxima do dia, registrada pela manhã, chegou aos R$ 4,0912 (+1,23%). No auge da pressão, pesava a repercussão da pesquisa Datafolha, que trouxe números fortes para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e estagnação de Geraldo Alckmin (PSDB), que tem afinidade com o mercado.
Bovespa reage por apetite
por ativos de emergentes
A valorização do dólar deixou o mercado acionário brasileiro mais atrativo aos olhos dos investidores, principalmente, os não-residentes no País. Assim, depois de amargar perdas e tocar os 74.875 pontos na mínima intraday, o Ibovespa estabeleceu um movimento firme de recuperação e a cautela pelas incertezas com a corrida eleitoral ficou para o segundo plano. A despeito da alta de 2,29%, aos 76.902,30 pontos, os investidores não tomaram grandes posições. O giro financeiro foi de R$ 9,8 bilhões, perto da média do mês. A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) foi considerada suave e aumentou o apetite por ativos de países emergentes.
Papéis de estatais puxam
avanços aqui e no exterior
O apelidado "kit incerteza eleitoral", de ações ligadas às empresas estatais Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras, que vêm sendo penalizadas recentemente, mostrou recuperação. Os papéis ordinários da holding do setor de energia ganharam 4,60% (R$ 15,46), na máxima, ao passo que da instituição financeira, 3,48%. No caso da petroleira, as ações avançaram 2,95% (ON) e 3,56% (PN). Nos Estados Unidos, os principais índices do mercado acionário operaram com sinais mistos, com Dow Jones em queda (-0,34%) e Nasdaq em alta (0,38%). Mas os índices de ADRs de empresas brasileiras negociados por lá passaram a segunda metade do dia em alta de em torno de 1%.
Juros ficam nas mínimas
do dia após ata do Fed
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda, refletindo a melhora no mercado de moedas de países emergentes depois da divulgação da ata do Fed, no período da tarde, que produziu desaceleração também do dólar ante o real. Até então, o tom era de cautela com o cenário eleitoral. As principais taxas fecharam nas mínimas do dia. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou a 8,41%, de 8,52% no ajuste de terça-feira, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,66% para 9,56%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 11,21%, de 11,35%, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 12,12% para 11,96%.


