Dólar tem segunda valorização seguida e fecha em R$ 3,04
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terça-feira, 20 de maio de 2003
Denyse Godoy<br> Agência Folha 
São Paulo Bancos, empresas e investidores reavaliam as perspectivas para a economia brasileira e mundial e aos poucos deixam de lado a euforia das últimas semanas, quando o dólar foi negociado abaixo de R$ 3 e o risco-Brasil experimentou o patamar dos 700 pontos. Assim, o dólar comercial terminou ontem em alta de 1,33%, vendido a R$ 3,040.
Este foi seu segundo dia consecutivo de valorização, e a moeda atingiu sua maior cotação desde o dia 5. O mercado parece caminhar para um nível mais realista depois da crise pré-eleitoral e do alívio pós-eleitoral. Apesar de o cenário interno se manter positivo números recém-divulgados mostram tendência de desaceleração na inflação e a balança comercial também registra superávit recorde , a cautela toma o lugar do otimismo exagerado na busca de um novo patamar de equilíbrio para o dólar.
Além disso, o perigo de uma recessão mundial e a possibilidade de novos atentados terroristas contra os Estados Unidos e países aliados assustam. Os EUA, a União Européia e o Japão têm dado repetidos sinais de estagnação como deflação e baixo crescimento econômico.
O debate sobre os juros provocou, ontem, um forte movimento especulativo no mercado. Embora alguns especialistas acreditem que há espaço para a queda dos juros a desaceleração da inflação e as recentes quedas do risco-país possibilitariam isso , o Banco Central deve optar por manter a taxa de 26,5% ao ano inalterada até que os sinais positivos da economia se consolidem.
Os investidores continuam embolsando lucros no mercado de dívida. O C-Bond, principal título da dívida externa do país, fechou ontem vendido a 86,5% do valor de face, com baixa de 0,57%. O risco Brasil avançou 2,77%, para 852 pontos.


