São Paulo O dia foi ontem repleto de ''boas notícias'' para o mercado de câmbio. Apesar do baixo volume de negócios, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,56%, cotada a R$ 2,962. Na mínima do dia, a moeda foi negociada a R$ 2,955, com queda de 1,79% em relação ao fechamento de sexta-feira.
O sucesso da rolagem de parte da dívida cambial do governo de US$ 1,5 bilhão, que vence no próximo dia 7, e afirmações feitas pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, de que ainda ''há muito espaço'' para a valorização do real em relação ao dólar, ampliaram a queda na cotação do dólar no período da tarde.
Meirelles falou em Washington, antes de uma conferência, que o dólar pode cair mais sem que haja prejuízo para as exportações. ''Para aqueles que dizem que o real está se fortalecendo muito, digo a eles: não se preocupem. Ainda temos muito espaço para a apreciação da moeda'', afirmou.
Já o leilão de ''swap'' cambial para rolagem da dívida do governo foi considerada um sucesso pelo mercado. O BC conseguiu alongar todos os 20.300 contratos ofertados, equivalentes a US$ 952 milhões, ou 62,6% da dívida total que soma R$ 1,5 bilhão. O ''swap'' é um contrato que paga aos investidores a variação do dólar ocorrida em determinado período.
A expectativa do mercado pela manhã já era de que o BC teria facilidade para fazer a rolagem. Havia uma especulação, porém, de que a instituição pudesse ser mais ''seletiva'' no momento de aceitar as propostas dos investidores para carregarem o papel e preferir resgatar os títulos, o que poderia provocar uma alta na cotação do dólar. Esses rumores perderam força com a afirmações feitas por Meirelles nos Estados Unidos.
Também à tarde, o Bradesco anunciou uma nova operação para captação de recursos no exterior, no valor de US$ 75 milhões. É a terceira operação que o banco realiza no mês e significa mais entrada de divisas no país. Pela manhã, o mercado havia repercutido bem os resultados da balança comercial na quarta semana de abril.

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