São Paulo O dólar comercial fechou ontem, dia de forte otimismo no mercado financeiro, em baixa de 1,12%, vendido a R$ 2,912. O maior destaque, porém, ficou com o dólar turismo, que desabou 2,28% e perdeu 6 centavos de anteontem para ontem. No final do expediente, era vendido a R$ 2,990.
A expectativa de que as empresas brasileiras façam novas captações lá fora alimentou o bom humor dos investidores. ''Se o fluxo de entrada de capitais se mantiver nos níveis atuais, há espaço para que o dólar caia ainda mais'', afirma Everton Pinheiro Gonçalves, economista-chefe do banco BNL.
No ano, as captações das companhias nacionais já beiram os US$ 7 bilhões. A Petrobras, por exemplo, estaria fazendo uma emissão de bônus no valor de US$ 750 milhões. A queda do risco-país e a valorização recorde do C-Bond -título mais importante da dívida externa brasileira- também contribuíram para animar o mercado. O risco ficou em 754 pontos, com baixa de 1,17%, e o título foi vendido a 89,875% do valor de face, com alta de 0,07%. O C-Bond chegou a atingir a cotação máxima de 90,5% do valor de face durante o dia.
Apesar de todas estas boas notícias, os investidores se mostraram cautelosos, à espera de maior definição sobre a tendência da moeda norte-americana. ''Acredito que uma cotação em torno dos R$ 3 seria adequada. Levando em consideração a paridade das moedas (descontado a inflação dos Estados Unidos e a do Brasil), o real ainda está depreciado'', diz Gonçalves.
Segundo operadores, a queda do dólar turismo deveu-se a um acerto de posições, já que a cotação do turismo acompanha a do comercial, que teve forte baixa na semana. ''Nos próximos dias, o dólar turismo deve ficar nesse patamar, acho que não há espaço para ele cair mais'', afirma Celso Luiz de Souza Barros, analista de câmbio da corretora Souza Barros.

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