São Paulo O dólar fechou ontem, penúltimo dia de negócios do ano, em baixa de 0,70%, cotado a R$ 3,535 para compra e a R$ 3,540 para venda.
A venda de moeda por exportadores durante a manhã e a intervenção do Banco Central (BC) no mercado durante a tarde garantiram a queda em um dia de poucos negócios. Na semana, entretanto, a alta acumulada é de 1,46%.
Os poucos operadores que ainda estão no mercado receberam bem o discurso do futuro ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, que reafirmou os compromissos fiscal e monetário durante a apresentação do relatório da equipe de transição.
O BC anunciou na tarde de ontem que interveio no mercado de câmbio vendendo dólares à vista. Analistas previam que a instituição fosse aproveitar o baixo volume dos últimos dias de negócios do ano para atuar no câmbio e derrubar a cotação para a virada do ano. Anteontem, a autoridade monetária também interveio, mas a moeda norte-americana fechou em alta de 1,71%.
O BC também recolheu, ontem, do mercado R$ 4,5 bilhões usando títulos públicos que vencem em 22 de janeiro, reduzindo o capital disponível para compra de dólar.
Bolsa O índice Bovespa, que reúne as 56 ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em queda de 0,73% aos 11.234 pontos, acompanhando a baixa do mercado global. O volume financeiro somou R$ 217,045 milhões, considerado muito fraco e típico do final de ano.
Com o resultado, a Bolsa paulista acumula perdas de 2,2% na semana. No mês, está no azul, com ganhos de 6,9%. Faltando um pregão para o fim de 2002, o índice acumula baixa de 17,2% no ano.
A maior queda foi a ação preferencial (sem direito a voto) da Acesita, fabricante de aço inoxidável. O papel caiu 4%, para R$ 0,95, devolvendo parte dos ganhos dos pregões anteriores, após o anúncio de que deve pagar dívidas com recursos da venda de suas ações na Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST).
Já a maior alta do dia foi da ação ordinária (com direito a voto) da Tractebel, que avançou 3,5%, para R$ 3,47.

mockup