Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Câmbio fica na menor cotação desde agosto
O dólar teve novo recuo e caiu mais 1,28% na terça-feira (9), para R$ 3,7155, a cotação mais baixa desde 3 de agosto, quando fechou em R$ 3,7080. Os investidores seguiram animados com a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), sobretudo após começarem a circular nomes para um eventual ministério, o que estimulou novo desmonte de posições compradas dos investidores. Também pesou a queda do dólar no exterior, após o FMI (Fundo Monetário Internacional) rebaixar a previsão para o crescimento da economia mundial. Nos últimos cinco dias úteis, o real foi a moeda que mais se valorizou no mundo, considerando uma lista de 42 divisas de países desenvolvidos e emergentes, segundo o Banco Fibra.

Bovespa fecha estável apesar de otimismo
Depois da forte corrida às compras de ações na segunda-feira (8) como reflexo da euforia com os resultados do primeiro turno das eleições, os investidores reduziram o ímpeto comprador e o Índice Bovespa perdeu fôlego. Ainda assim, o índice oscilou em terreno positivo na maior parte do dia, embora tenha fechado estável, aos 86.087,55 pontos. Os investidores mantiveram o otimismo com a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) e a formação do Congresso aparentemente mais favorável a uma pauta reformista. As atenções agora voltam a se concentrar na divulgação de pesquisas de intenção de voto.

Papéis de empresas de commodities avançam
Na análise por ações, o destaque ficou por conta dos papéis de empresas do setor de commodities, com influência do mercado internacional. Petrobras ON e PN subiram 1,85% e 0,83%, respectivamente, apoiadas em boa parte pela valorização dos preços do petróleo nas bolsas de Nova York e Londres. A commodity avançou em meio aos temores de redução das exportações do Irã, devido às sanções americanas. A alta dos preços do minério de ferro e das commodities metálicas favoreceu a alta de 1,07% da Vale. Ainda entre as ações do "kit Brasil", tiveram alta Eletrobras (+3,68% na ON e +0,15% na PNB), mas Banco do Brasil recuou (-0,51%), em um movimento atribuído à realização de lucros.

Taxas de juros renovam mínimas em toda a curva
Os juros futuros fecharam novamente em queda firme, renovando mínimas em toda a curva na parte final dos negócios. Ao otimismo com o cenário eleitoral, somou-se a melhora no mercado de moedas global, onde o dólar se enfraqueceu de maneira generalizada, com alta apenas ante o iene. O volume foi bastante forte. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 7,61%, de 7,855% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,894% para 8,64%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 9,96%, de 10,144% da última segunda-feira, e a do DI para janeiro de 2025 recuou para 10,59%, de 10,743%.

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