São Paulo Depois de ensaiar uma volta ao patamar de R$ 3,40, o dólar encerrou os negócios ontem cotado a R$ 3,495 na compra e a R$ 3,500 na venda, com uma queda de 1,51%. Essa é menor cotação desde 21 de janeiro, quando fechou a R$ 3,485.
O recuo se deu com a expectativa de que o país receba uma parcela de US$ 4,6 bilhões do FMI ainda este mês. Na volta do feriado de Carnaval, os investidores que têm dólares em caixa - sobretudo exportadores e bancos que compraram linhas para financiamento de exportações leiloadas pelo Banco Central em 2002 e que agora terão que liquidá-las em reais - venderam a moeda prevendo uma queda ainda maior da cotação quando entrar o dinheiro do FMI.
Bolsa A aprovação da revisão do acordo do Brasil com o FMI abriu espaço para ganhos no mercado acionário paulista ontem, que operou durante todo o dia em alta, apesar do comportamento negativo das Bolsas de Nova York.
A Bovespa encerrou o dia com ganhos de 3%, engatando sua quarta alta consecutiva. O giro financeiro somou R$ 538,3 milhões.
Os papéis preferenciais da Klabin lideraram os ganhos ontem, com valorização de 8,54%. Em seguida aparecem as também preferenciais da Tele Centro Oeste, com alta de 7,88%, e Eletrobrás, que subiu 6,83%. As ações ordinárias da estatal também tiveram bons ganhos (+6,33%). Entre as quedas, destaque para a Embraer. Os papéis ON tiveram a maior baixa do pregão: 3,98%.

mockup